la quête de sens


Tenho me perguntado nos últimos tempos porque reencarnei neste planeta, neste estado, nesta cidade. Pensei que minha ânsia de buscar um sentido para minha vida se resumisse a largar alguns trabalhos que não me interessassem mais, dizer alguns nãos e deixar de fazer as coisas somente para agradar os outros, mas tentando agradar unicamente  a mim mesma.
Doce ilusão!
O tempo passou, nessa busca, muitas coisas boas aconteceram e tantas outras se perderam. A impressão que tenho é que fui colocada de forma estratégica onde estou, como uma peça de xadrez, sendo levada constantemente para o "xeque mate", só não sei se será o fim do jogo para mim ou para meus parceiros…
Achei que talvez um relacionamento novo pudesse acalmar essa sempre sensação de perda, pois, relacionamentos vieram, nada que abalasse as estruturas, mas deixei que fossem, sabendo que já sei pelo menos, o que não quero mais para mim.
Tenho a sorte de trabalhar com o que gosto, mas me questiono sempre, se é isso. Continuar nesse caminho, ou buscar novos e desconhecidos? Até que ponto ter em torno de 200 a 300 alunos por semana é útil, prazeroso, confortante e promissor… será que eu farei sucesso como escritora? E se meu livro não deslanchar, vou continuar nessa carreira alternativa de profi de português?
Sou uma pessoa às avessas, à frente ou completamente atrás do meu tempo. Gosto de músicas velhas e antigas, muitas vezes até cafonas. Gosto de Óperas, teatro, figurinos, telas, arte sacra, arte rupestre, arte romana…
Quando olho um filme e adoro, vejo incansavelmente durante semanas, perdendo a conta, até enjoar e não paro de falar dele tão cedo. O mesmo com livros.
Os lugares que todos frequentam eu não gosto, não suporto. As festas que as pessoas vão me irritam… odeio os novos hits musicais!
As relações que as pessoas forçosamente traçam porque possuem interesses escusos me deixam profundamente decepcionada a tal ponto que tenho de sair de perto.
Amo ficar sozinha! Sozinha mesmo! Em casa. Durmo sempre mal, mas meu corpo já não reclama e se acostumou, pois percebeu que é nessas horas que crio.
Amo literatura homossexual, e não falo de contos eróticos, eu falo de literatura. Tenho vontade de criar nesse sentido, de ajudar sempre mais, tenho o coração totalmente afeiçoado com homens gays.
Sou apaixonadíssima pelo meu melhor amigo de infância. Mas de um jeito totalmente estranho, como se ele fosse o promissor, meu gigante dos mares e que não precisemos namorar nunca para que eu continue a amá-lo. Não sei amar daquele jeito que tanta gente ama!
Quando era pequena sempre queria ser uma feiticeira, ou uma vampira ou uma bruxa com poderes paranormais… talvez meu maior poder seja minha essência! A ânsia criadora de uma artista que nunca pára, que nunca deixa de pensar, que nunca estagna!
Mas nós, artistas, pagamos um preço alto por tudo isso! Muito alto! Sem nos conhecerem as pessoas nos julgam, nos julgando nos idolatram ou profanam, nos profanando nos levam ao êxtase ou a raiva oculta, enraivecidos criamos, criando muitas vezes coisas contra nós mesmos!
Peço aos deuses, sejam eles gregos, egípcios, celtas, pré-colombianos, etc… que me dêem força para seguir, para que eu desista somente se for necessário, para que eu me renda se realmente não tiver mais nada a ser feito, que eu pare de lutar depois de ter perdido TUDO!
Peço ao meu grande Deus, que me dê sentido, sabedoria e muita paciência. Se é que tudo isso tenha sentido, que eu encontre o meu em meio a este turbilhão de questionamentos em que me encontro. Que passe logo, ou se persistir que me leve à loucura total. Porque loucos, nos aproximamos da maior serenidade, que é o conhecimento de nós mesmos. Pessoas normais consequentemente se desconhecem!

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