Mostrando postagens com marcador Amor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Amor. Mostrar todas as postagens

non quod memini


Não que eu me importe, mas você parece meio distante de mim ultimamente. Sabe? Eu queria poder ter certeza de que continuamos os mesmos, com os mesmos sonhos, com os mesmos anseios e com as mesmas rosas na mão. Na verdade, eu queria poder te ver sentado no meu sofá, lendo mais uma vez os mesmos mangás repetidos de cinco ou seis anos atrás.  Você era mais bonito uma vez.
Não que eu me importe, é claro. Mas acredito que nós dois só damos certo juntos, exceto quando estamos juntos e ainda assim, separados. Como agora, sabe? Não vou dizer que estou triste, porque não estou, e nem que sinto saudades, porque não as sinto. Mas, é estranho…
Não que eu me importe, mas você costumava sorrir mais antigamente. Eu não digo que gosto do teu sorriso, mas acho bacana alguém que sorri além das adversidades. Bom, tu sabes, eu sei… tu sempre foi a melhor parte de mim. O que não quer dizer que eu te ame. Claro, eu nem tenho porque falar de amor.
Não que eu me importe, mas gostava de pensar que nós dois seríamos para sempre crianças e que a nossa convivência não mudaria, que você sempre choraria as pitangas comigo, que nunca iria trabalhar, que iria agir como um verdadeiro idiota perto de mim. Não que eu me importe, certamente, mas continuo achando estranho...
Não que eu me importe, mas sei que você sabe que eu nunca falo a verdade. No entanto, tenho esse meu plano obsessivo de viver na solidão e você foi a única pessoa que me fez repensar o caso. A única pessoa que me fez repensar sobre muitas coisas, a única pessoa que me fez ver o quão errada eu sou, fui e ainda serei. Isso não significa que você é importante, porque você sabe, eu não me importo.
Apesar de toda a minha frieza, das minhas falhas, e das minhas olheiras, eu ainda acredito que posso viver sozinha. Não que eu sinta sua falta, não que eu goste de você, não que você seja legal. Mas você é o cara… eu acho. E não, não se obtenha de suas coisas por mim. Não se importe, porque acredite, eu não me importo.

Amor, passionem, discerpens...

Eu não assisto TV. Bem, às vezes... Ontem eu assisti, me arrepiei e quase chorei.
Por descuido, prestei atenção em uma propaganda de um canal da SKY. Eles falavam de um grande homem, que mudou o mundo, que reverberou... aparecia Mahatma Gandhi, em seu estilo low profile indiano, como sempre vimos. A maioria das pessoas apostaria que falavam dele, mas ao seu lado, estava um senhor. De olhos verdes, cara lisa, e cabelos brancos. Eu o reconhecia: Era Chaplin.




Alati


Ele apenas pisou no chão com seus pés descalços. As sandálias nas mãos, voaram junto da areia levantada. O calor do sol era ameno, o tremor do vento era agressivo. E ele apenas via o amarelo, como se o amor fosse tudo.
Não poder-se-ia dizer que ele estava triste. Seus últimos suspiros eram equivalentes a um trilhão de felicidade. Sua sabedoria, era a riqueza ímpar do universo, e seus olhos tinham o carinho velado, como se o amor fosse tudo.
De novo ele purificava, andarilhava encubado em sua humildade. Nas ruas desertas, na fome e na guerra. Ele batalhou com sua arma maior. Se criou do mundo distraído, da ordem mestra deixada, para que o amor fosse tudo.
Alguns o chamavam de Horus, outros de Cristo, alguns também de aberração… entretanto, ele viveu, e morreu alado. Como se o amor fosse tudo. E para mim, bastou...

O amor era o fogo, que ardia sem se ver; a ferida que doía sem sentir; era o contentamento entristecido; a dor desatinada sem doer. Mas ainda que falássemos a língua dos homens, dos anjos, sem amor, nada seríamos.

P.s: Eu nunca havia escrito nada sobre Jesus Cristo, hoje, por algum motivo que desconheço, senti necessidade. Sei lá, eu só sinto vontade de ter vivido com ele na época em que ele estava por aqui, ter aprendido com ele, um conhecimento maior do que eu terei certamente, mesmo que estude toda a vida... algumas coisas da minha cabeça (leia-se, do meu coração).

ele

Como completo hoje meus 103 anos, decidi varrer minha vida. Sabe, tirar o pó, esvaziar as gavetas, queimar os arquivos e chamar o padre para a unção final. Não por nada, mas acho que posso entrar em óbito a qualquer momento. Não por nada, mas eu não acharia ruim. Só que… eu queria falar dele. Meio que ele, é importante página no livro de minha vida. E digamos que tirando o prefácio e o epílogo, ele esteja em todos os outros capítulos, sem nem perceber. Não tem nada a ver com romance, nem jóias e Titanic, só tem a ver com ele.


Ele era breve e pouco insano, açúcar alto no sangue e depressão corrente em cada linfócito.
Ele tinha os olhos tristes também.
Ele tinha classe de vagabundo, mas quem teria moral para destratar?
Ele roubava as córneas alheias e delas fazia um coração.
Ele também tinha um coração, de vida latente, sangue pulsante e vontade eterna. Ele tinha um coração esquecido, que nunca alguém foi capaz de conhecer.
Ele era Chaplin e mais nada necessito dizer.

to: my friend

Tudo passa… é, tudo passa. Mas o impressionante amor, continua soberano e mágico.
Para vós só o que tenho a dizer é que o amo incondicionalmente, e que depois de todos estes anos convosco sei que tudo valeu à pena. Nossas loucuras, brigas, algumas confidências, as molecadas na infância. Obrigada por estar sempre ao meu lado!
Eu irei protegê-lo sempre, meu rebelde. Morreria por vós sem pensar e sei que faria o mesmo por mim. Somos mais do que irmãos. Vós na verdade é minha vida!
Talvez nós sejamos mesmo diferentes e por isso tenhamos essa ligação magnética e impossivelmente incontrolável. Sei o quanto vós precisas de mim, sei também que preciso de vós, MY FRIEND! Sei que nós dois sempre seremos nós dois.
Quero que saibas que eu te amo, e que vós sois a única pessoa por quem eu me mataria, me renderia e faria qualquer porra nesta vida. Vós sois a pessoa, o cara que me faz ter certeza de que Deus existe. Foi Deus quem te colocou na minha vida, e eu agradeço todos os dias por isso.
Agradeço a vós, my friend, por simplesmente existir. Vós sempre ides ser a minha galera e nada nunca vai nos separar. Eu te amo de um amor sem passado, ou sequer futuro e é todo vosso o meu coração. Amigo…

para que tudo seja ridiculamente perfeito

É engraçado como acontece, mas normalmente, temos a mania ou a insistência de nos apegar a pessoas distantes, que não conhecemos. Verdade seja dita, a maior parte dos seres humanos busca a perfeição nas outras pessoas e nessa de que ninguém entende a gente como deveria, é que acabamos encontrando quem nos entenda para valer. Uma pena, é que essas pessoas precisem ser distantes demais…
Uma pena é que elas te façam se identificar com seus problemas, com seus versos cantados, palavras ditas. Uma pena é elas fazerem você amá-las. Porque na verdade, não deveria amar.


Eu nunca entendi porque fui gostar de Blink desde pequena. Simplesmente não foi algo que eu escolhi, de fato. E se eu tivesse escolhido, provavelmente não seria assim. Muito porque sempre fui seletiva e Tom, Mark e Travis não são as melhores pessoas do mundo. São exagerados, na realidade, cheios de defeitos, com uma vontade insana de punk rock até os ossos. Eles também não são tão bonitos, não tocam lá essas coisas, são músicos bons e não geniais. Por mais que eles não sejam esse tipo de banda que uma menina deveria gostar, é deles que eu gosto. Eles me trazem muita energia positiva e fazem muito bem ao meu coração. Definitivamente, não foi uma escolha minha.
Em momentos em que eu estou solitária, triste ou chateada seja por qualquer motivo, eles são os únicos capazes de me agradar e me tirar do buraco. Sendo eu, uma pessoa difícil de lidar ou de animar, eles conseguem. Não estou dizendo isso para parecer uma fãzinha fanática, uma vez que, detesto falsidade ou troféus. Com eles é sempre muito diferente, porque mesmo eles sendo assim, tão ridiculamente imperfeitos, eu os amo. E para mim, eles é que fazem de tudo ridiculamente perfeito.
Não me interessa quantas bandas são melhores do que eles, não me interessa também se eu estou fazendo a coisa contrária do que uma menina deveria fazer, mas é deles que eu gosto, por motivos não normais. É deles que eu gosto porque simplesmente gosto. É deles que eu gosto porque são meus heróis desde muito tempo. E acredito que isso não tem a ver com ser fã ou não. Tem a ver com o que você precisa e o que te dão.
Tom, Mark e Travis me deram muito do que eu precisei, e coisas que nem um ser humano neste mundo foi capaz de me dar ainda. É isso o que faz deles tão importantes!

_ sem comentários, sem nada

"Era este o trato, o acordo, o casamento. Estariam juntos no amor, na tristeza, na alegria, na doença, na saúde, na riqueza e na pobreza. Seriam um do outro, seriam tudo um para o outro. Seu ombro amigo, seu amor, sua paixão, sua companhia. Seriam a carne e o espírito. Seriam movidos pelo amor. Algo perfeito demais… perfeito demais para ter um fim!"


Recebi uma notícia essa semana que me deixou meio abalada. Talvez, a palavra certa seja chateada, mas…
Eu sempre fui uma pessoa um tanto quanto desapegada. A imagem que eu passo para os outros é a de que não gosto de apego, de intimidade, de proximidade. É bem verdade, mas isso não quer dizer que eu não amo ninguém.
Eu tenho muitos problemas. Sou uma pessoa difícil e se eu pudesse escolher não amaria ninguém. Mas eu amo algumas pessoas, não muitas, mas algumas. Uma mais do que eu deveria, aliás.
Não sei explicar como essas coisas acontecem, nem entender porque elas acontecem. Talvez porque eu gosto de Blink, ele sempre preferiu Chilli Peppers. Ou porque sempre divergimos de jeito oposto todas as nossas opiniões. Talvez por que eu goste mesmo dele…
E essa pessoa que eu gosto, diz que vai embora.
Como eu já disse mil vezes, eu fico feliz por ele. Rezo para que ele encontre alguém que o ame tanto quanto ele merece. Sei que esta pessoa não sou eu, porque eu fui uma bosta suficiente por nunca assumir o que eu sentia por ele. E talvez, pior do que isso, tê-lo tratado com a menor das importâncias por puro medo de que ele soubesse o que eu sinto.
Eu vivo dizendo que sou forte o bastante, mas aprendi que não sei lidar com perdas. E que por mais que eu seja covarde e me mantenha sempre longe, eu sei amar bastante e sofro por isso algumas vezes. Como agora, mesmo sabendo que ele vai se dar bem, mesmo tendo visto o sorriso de felicidade no rosto dele por me contar a novidade eu ainda consegui me assustar com a possibilidade de estarmos longe.
Sei que vou superar, e ele também. E eu realmente gosto demais dele para tentar prendê-lo aqui. Só acho que fui burra demais esse tempo todo e por isso vou continuar aqui mofando por muito tempo, escrevendo o que eu queria dizer a ele, dando para o personagem principal do meu livro o nome dele, e escrevendo um possível conto do que podia ser de nós dois.
Eu realmente sentirei muitas saudades dele, e certo, eu ainda não sei se vai passar…

Coisa minha


Não é que me inspirei mesmo e tive ideias para um espetáculo maravilhoso, crítico, ativo, verdadeiro e que veio de encontro as minhas ânsias...
O mundo deu voltas, eu girei junto, sofri junto, morri junto, ajudei os meus, fiquei sem outros que eram meus. Estou lançada em pedaços por aí, ri, chorei, meditei, rezei, senti. Senti tudo. Sonhei coisas que sei que acontecerão infelizmente, coisas minhas...
Estou aprendendo agora a me torturar menos, voltei a ouvir música alta e dançar pela casa quando estou mal, e melhoro rápido. Consegui ler minha pilha de livros empoeirados na beira da cama que há tempos esperavam uma trégua. Limpei a casa, joguei muita coisa fora, me desapeguei.
Além de meu gato, peguei mais dois filhotes de cachorro (não gosto de gatos, mas amo o meu). Troquei de cama, mudei de quarto, saí pela janela.
A escrita… a escrita me distorce, me deixa lúcida, me traz de volta, me leva longe, me coloca em conflito com meus devaneios, me esclarece, me faz conhecer tanta gente, tanta gente que às vezes nem lembro mais o nome, mas  preservo carinho.
O que falta? Tanta coisa… mas não estou na espera, estou no meio do caminho. Exatamente no meio, e agora é hora de pensar que novo caminho pegarei. 
Amorosamente? Bem, me posicionei. Sempre dizia que já sabia o que não queria mais da minha vida, agora sei o que quero, como quero apesar de saber que nunca teria. Como diz meu amigo André de SP: você é uma pessoa maravilhosa e merece o melhor. 
E vou ter!
Mas tudo isso, é coisa minha, coisa pequena, coisa boba, coisa que vem e vai, coisa que sai, coisa… tanta coisa!!!

because I love Greece

Meu pai sempre fala que eu estou ultrapassada, que me baseio em fundamentos e costumes de séculos antigos. Mas o que ele quer que eu faça? Além de eu estudar História, não existe nenhum ser humano neste mundo – pelo menos que eu conheça – que merece meu respeito como eles.
Pelo menos os antigos gregos não eram contra o homossexualismo, levavam a política baseada em sentimento, eram fiéis a crença e religião e não se vangloriavam como deuses do mundo. Eles sabiam a importância da natureza, sabiam a importância do saber, ser e conhecer.  
Como eu seria diferente? Se tudo o que eu conheço de literatura, filosofia e política vêm de lá. Na realidade, nós, reles mortais, devemos tudo à sociedade grega. Sejam espartanos ou atenienses.

'Ari', meu amado filósofo grego

É por essas e outras que eu sempre digo: 
Não nasci na antiguidade, alguma coisa deu errado. Só pode ter dado errado!

a letter to you

Meu amor,

Escrevo-te cartas de amor, para que tu as possas ler antes de ires dormir.
Não me leves a mal pela quantidade de palavras, insignificantes para o teu coração, que eu conjugo, nem leves a mal pela quantidade de linhas que fazem a tua mente baralhar-se - simplesmente tenho que escrever.
Não sei se as lê, as cartas, nem nunca te vou pôr na posição de me contares se sim ou se não, mas gosto de acreditar que sim. Gosto de acreditar que as lê, porque saber que o fazes, faz-me continuar a escrever-te e escrever-te muitas mais. Em vão, quase, porque para além de não receber umas frases que, apesar de simpáticas, estariam cheias de repulsa e desilusão como resposta, muito provavelmente, nenhuma destas palavras te faz o coração arder.
O que me leva a acreditar e quase concluir que não há química entre o meu coração e o teu. Se não há química que consiga colidir-nos, também não há combustão entre o álcool e o fogo, - e já reparaste como estúpido isso soa? - logo, se não fomos feitos um para o outro, meu amor, também não fomos feito para caminhar sobre os pés, nem sonhar entre a noite e o dia, pois não há nada de lógico no facto de isso acontecer e, no entanto, acontece.
Tudo isto, significa que podemos criar a química, podemos fazê-la nascer por entre o nosso amor. E podemos fazer o amor nascer do veneno que te envio juntamente com as minhas cartas. Veneno esse que exige tanto de mim como de ti para poder fazer qualquer tipo de efeito sobre nós.
E envio-te, também com esta carta, todo o tempo do mundo, para que possas pensar e ler e reler os meus sentimentos, que tão desesperadamente tento transpor para o papel. Dou-te o tempo, porque não vou a lado nenhum, mesmo que vá, e tu também não vais a lado nenhum, mesmo que vás. Tu habitas no meu coração, desde que te vi até que te esqueça. E eu, se tal como dizem e a nossa casa é onde o nosso coração está, então eu vou viver sempre onde tu estás, porque quem tem o meu coração és tu.
E agora, prometo-te, meu amor, que é esta a última carta que enviarei, pois assim sentirás falta de me ler e talvez me escrevas, quando a saudade apertar.
Continuarei aqui à tua espera, como sempre, amar-te-ei como se não houvesse amanhã, mas tal como eu preciso de uma resposta, o coração que tenho entre mãos também precisa. E já foram muitas as cartas que eu recebi, quase tantas quantas enviei para ti, e sem nenhuma resposta. E, talvez agora que eu encontrei um coração para acolher, tu acolhas o meu. Mas não despedaces nenhum para o fazeres, pois eu não quero responder a uma carta de amor para depois enviar uma carta de dor. Diz-me então, rapidamente, se me vais amar quase tanto quanto eu te amo a ti, e se vais fazer da minha alma o teu sorriso, e do meu corpo o teu prazer, e do meu coração a tua casa. Mas diz-me, meu amor, porque a mágoa arde, e as feridas saram, mas deixam cicatrizes. E as cicatrizes são feias num coração desprezado, nunca portador do amor do tamanho do mundo, pela pessoa que se ama.
Assim me despeço, então, sem mais demoras. Unicamente com um seco amo-te, e não com a longa e habitual descrição do que o meu coração grita. É que, se lês as minhas cartas, sabes que já defini o quanto te amo e o quanto o verbo amar significa para mim. Vai ler essas cartas, logo a seguir a esta. E todas as cartas que já recebeste vindas de mim. E, se decidires não responder, recorda-te de mim como a pessoa que, tal como Julieta, tomou o veneno mortal para morrer com o seu amor. E depois destas inúmeras palavras pergunto: não me beijarias os lábios para tomar o nosso veneno?
Amo-te. Outra vez, e outra vez.


P.s: Não entreguei essa carta a quem deveria ler, mas se alguém tiver a coragem que eu não tive, pode pegar emprestado, Q'

cartas para não ler, para não rasgar

Começo aqui com frases do livro "Minhas Queridas" de Clarice Lispector, onde tem cartas dela trocadas com suas irmãs, livro que ganhei do meu querido amigo e colega Roberto, ou Roba de amigo secreto do Natal de dois anos atrás. Selecionei a seguinte carta: 

"Há pessoas que, quebradas de seu orgulho, nada mais têm. Eu sou horrivelmente difícil de se viver com. Mas não é por culpa minha, acredite. Eu bem que me controlo, mas sou tão sensível. A vida é longa… um pouco de solidão me fará bem. "

Eu, Nik, às vezes fico confusa sobre ser ou não difícil de viver. Meu ex namorado deve me achar horrivelmente e insuportavelmente horrível de viver, eu realmente fui no finalzinho com ele. Não consigo atuar na vida real. Sou tão transparente que às vezes dói e magoa as pessoas. Eu sei, e não consigo me segurar. Ainda e sempre! Fujo quando estou mal. Gosto da solidão, às vezes. Para criar, para dormir, ler, sentar, pensar bobagem… gosto mesmo da solidão!
O fato é que as pessoas não conseguem entender que, mesmo eu gostando de estar sozinha, de estar sem ninguém, isso não significa que eu não ame as pessoas.
Mas se eu fosse me modificar, não me transformaria numa mulher normal. Não mesmo! Sei que passo longe das mulheres normais. Ser mulher já é tão difícil. Talvez eu apenas me armasse menos: ando sempre munida de ideias, pensamentos nem sempre nobres, bobagens, tom sobre tom… iria querer ser mais sóbria de bons pensamentos.
Ando me reencontrando. Aos poucos!
Voltando a ser a Nik de sempre. A não estressada, a que acredita que tudo sempre dá certo no final, a divertida, a guerreira, a forte super fraca, a doida, a criativa, a pervetida.
Quando me acomete alguma dor, dor de espírito, me refugio em casa, choro, depois me olho no espelho para ver o rosto vermelho e começo a rir da minha própria dor. Insignificante!
Tenho sempre sonhos reveladores... me guio por eles. Presto atenção. Minha intuição agora está aguçada. Necessito voltar ao palco com algo que me faça mudar, crescer, revolucionar, transmutar… Anseios…
Pegando o gancho da Clarice lá em cima, se fosse trocar cartas com meus irmãos, acho que não daria um livro, falo pouco com eles, sinto que me jogaram de pára-quedas lá na minha família. Amo meus pais, como nunca amarei meus irmãos, como nunca me importaria com meus irmãos.
Mas é que prefiro ficar afastada. É meu jeito de amar: de longe…
Meu ex namorado simplesmente não suportou esse meu jeito e bem, não é difícil saber o fim. De tanto as pessoas me dizerem que sou insensível, e rude, acabo me tornando sensível a esse tipo de insulto. Não necessariamente como insulto, talvez apenas como características da minha gama de defeitos que, desculpem, eu não vou mudar. Sinto muito, mas eu me orgulho de mim mesma ainda assim!
Continuo levando! 
Tenho o guri dos meus sonhos, e que não preciso necessariamente namorar para saber que o amo. Nem sei se o amo assim, desse jeito que seria o normal de amar. Por que não me faz diferença se nossos corpos se tocam ou não. Já disse mil vezes que tenho uma visão diferente de amor e falo sério!
Mas para ele, talvez, minhas cartas fossem maiores! Seriam cartas, para não rasgar… talvez seriam pateticamente românticas, talvez seriam curtas e grossas, como sou às vezes, ou melhor, quase sempre…



à beira de uma possível declaração


Sobre o motivo por eu ser este ser tão alienado?
Ele é meu Girassol. Sim, ele é quem guia meu caminho. Meu melhor amigo… não existe nada de impuro no meu sentimento por ele, já não existe nada decente em meus pensamentos com ele.  Ele… é a pessoa que mais me importa, talvez a única, talvez…
Seus cabelos meio encaracolados, seus olhos pequenos e castanhos… ou negros, ainda não sei. Suas calças rasgadas, suas risadas, a língua eventualmente presa em algumas palavras, as covinhas adoráveis ao lado das bochechas. Talvez perfeito, talvez…
Ele me encanta, eu o amo, eu sou apaixonada por ele. Porque ele é meu amigo, ele confia em mim, eu o quero e não vivo sem ele.
Quero matá-lo, morrê-lo vivê-lo… quero apenas que ele seja feliz.
Quero empunhar uma faca em seu coração e costurá-lo depois.
Quero-o com fome de sangue, com minhas vísceras inquietas que sacolejam a fim de estourar, quero-o com meus dentes e minhas unhas, quero-o rasgando meus dedos, chupando meus dedos, cortando minha pele.
Quero beijá-lo como o sol beija o horizonte a cada fim de tarde e cada início de manhã. Quero abraçá-lo como o vento estica-se entre as folhas, quero deitar-me ao seu lado e alisar-lhe o rosto tão jovial quanto um menino. Menino, moleque, mostro e paradisíaco…
Quero ser seu ermitão perdido, andarilhando sobre seus ombros, quero desenhar meus desejos sobre seu corpo, caminhar sobre ele, descobri-lo.
Eu o amo, como a semente ama a terra e por ele, apenas por ele eu morreria, enfrentaria os demônios desta vida e da outra, venceria meu orgulho, enterraria minhas virtudes e seria o lixo que costumo não ser.
Por ele, eu seria capaz de cavar o inferno e o farei!
Quanto a isso de amor, eu sou estranha.
Não consigo ver amor como algo tão banal a ponto de dizer “estou sofrendo por amor”, acredito sim que amor existe, acredito ainda que não apenas uma vez na vida, e acredito mais que não só em sentido passional. Ora, porque o amor não pode ser colorido?
Eu acredito em amor fraterno, acredito em amor materno/paterno, acredito em amor platônico e também em amor próprio. Porque para amarmos alguém precisamos aniquilar o que somos em função do outro? Isso não é amor, é burrice.

O amor verdadeiro, tendo a origem que tiver (mãe, pai, cachorro, Beatles, Messi), não negligencia, muito menos te obriga a deixar de ser quem é. Ele reconsidera! Sim, o amor verdadeiro ama assim, sem mudar. Afinal, se mudarmos a cada pessoa que amarmos, deixaríamos de ser alguém para quem nos ama sendo assim como somos. Portanto, é ilógico e não faz sentido!
O que acontece é que só o que eu vejo é isso: “meu amor, porque você me deixou” – “eu só sei sofrer por você” – “oh, como eu estou apaixonado(a)”. Nisso aí, eu só vejo gente desmerecendo o amor e comparando ele com paixão. Tá errado isso!
Sinto muito, meus caros, mas isso não se trata de amor. Amor, com certeza desperta altruísmo. Temos vontade de tudo por aquele ser que amamos (e repito, não precisa ser só um garoto ou garota, pode ser a mãe e o pai SIM!), mas altruísmo não quer dizer burrice. Nunca, deveríamos nos vender por outro alguém, o amor próprio necessita vir antes de qualquer outro amor!
John Lennon costumava dizer que All you need is love. E acho que ele não quis dizer que precisava ser conjugal, ou que precisava vir de outra pessoa. Por que o amor não pode vir de você mesmo? Por que amar você não pode ser mais importante do que amar outrem?
Para mim, alguém que trolla a si próprio por outro é no mínimo burro, ou de repente patético. Não, eu não vejo assim! Se o amor é generoso como Cristo pregou, porque não somos generosos com nós mesmos?
Sério, às vezes isso se assemelha a putice.


Não, é verdade mesmo.
Amor não é apenas conjugal, casal, homem, mulher, beijo, abraço, carinho, apego, separações e etc. Pow, amor é família, é Deus, é sagrado, (para quem não acredita em Deus, eles amam a ciência, portanto é o que eu digo).
O que quero dizer, com toda a franqueza, é que amor não é uma aprendizagem teórica. E que é legal você sentir isso pelo seu namorado, mas também pela sua mãe, pela sua banda favorita, pelo seu cachorro… sacas?
Não confundam o amor com paixonite, POR FAVOR, assemelhem o amor com Philia (saiba o que é aqui), aí sim vamos estar falando a mesma língua.