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because I love Greece

Meu pai sempre fala que eu estou ultrapassada, que me baseio em fundamentos e costumes de séculos antigos. Mas o que ele quer que eu faça? Além de eu estudar História, não existe nenhum ser humano neste mundo – pelo menos que eu conheça – que merece meu respeito como eles.
Pelo menos os antigos gregos não eram contra o homossexualismo, levavam a política baseada em sentimento, eram fiéis a crença e religião e não se vangloriavam como deuses do mundo. Eles sabiam a importância da natureza, sabiam a importância do saber, ser e conhecer.  
Como eu seria diferente? Se tudo o que eu conheço de literatura, filosofia e política vêm de lá. Na realidade, nós, reles mortais, devemos tudo à sociedade grega. Sejam espartanos ou atenienses.

'Ari', meu amado filósofo grego

É por essas e outras que eu sempre digo: 
Não nasci na antiguidade, alguma coisa deu errado. Só pode ter dado errado!
Quanto a isso de amor, eu sou estranha.
Não consigo ver amor como algo tão banal a ponto de dizer “estou sofrendo por amor”, acredito sim que amor existe, acredito ainda que não apenas uma vez na vida, e acredito mais que não só em sentido passional. Ora, porque o amor não pode ser colorido?
Eu acredito em amor fraterno, acredito em amor materno/paterno, acredito em amor platônico e também em amor próprio. Porque para amarmos alguém precisamos aniquilar o que somos em função do outro? Isso não é amor, é burrice.

O amor verdadeiro, tendo a origem que tiver (mãe, pai, cachorro, Beatles, Messi), não negligencia, muito menos te obriga a deixar de ser quem é. Ele reconsidera! Sim, o amor verdadeiro ama assim, sem mudar. Afinal, se mudarmos a cada pessoa que amarmos, deixaríamos de ser alguém para quem nos ama sendo assim como somos. Portanto, é ilógico e não faz sentido!
O que acontece é que só o que eu vejo é isso: “meu amor, porque você me deixou” – “eu só sei sofrer por você” – “oh, como eu estou apaixonado(a)”. Nisso aí, eu só vejo gente desmerecendo o amor e comparando ele com paixão. Tá errado isso!
Sinto muito, meus caros, mas isso não se trata de amor. Amor, com certeza desperta altruísmo. Temos vontade de tudo por aquele ser que amamos (e repito, não precisa ser só um garoto ou garota, pode ser a mãe e o pai SIM!), mas altruísmo não quer dizer burrice. Nunca, deveríamos nos vender por outro alguém, o amor próprio necessita vir antes de qualquer outro amor!
John Lennon costumava dizer que All you need is love. E acho que ele não quis dizer que precisava ser conjugal, ou que precisava vir de outra pessoa. Por que o amor não pode vir de você mesmo? Por que amar você não pode ser mais importante do que amar outrem?
Para mim, alguém que trolla a si próprio por outro é no mínimo burro, ou de repente patético. Não, eu não vejo assim! Se o amor é generoso como Cristo pregou, porque não somos generosos com nós mesmos?
Sério, às vezes isso se assemelha a putice.


Não, é verdade mesmo.
Amor não é apenas conjugal, casal, homem, mulher, beijo, abraço, carinho, apego, separações e etc. Pow, amor é família, é Deus, é sagrado, (para quem não acredita em Deus, eles amam a ciência, portanto é o que eu digo).
O que quero dizer, com toda a franqueza, é que amor não é uma aprendizagem teórica. E que é legal você sentir isso pelo seu namorado, mas também pela sua mãe, pela sua banda favorita, pelo seu cachorro… sacas?
Não confundam o amor com paixonite, POR FAVOR, assemelhem o amor com Philia (saiba o que é aqui), aí sim vamos estar falando a mesma língua.

I'm so sorry

Meus dizeres são intensos. Talvez por isso eu tenha o dom de emocionar as pessoas. Eu sei que sou rude, sou fria, sou ruim… mas acreditem, eu posso ser muito insana quando eu quero. Posso ser irreal, perfeita, magnífica! Mas eu aprendi que não quero ser nada além do que eu mesma. A Nik! Respeito a mim mesma e as minhas escolhas. Eu sou a pessoa mais importante na minha vida, e é assim que deve ser sempre!
Eu sinto muito!
Meu lado alucinógeno já foi auto destrutivo, incontrolável, imaleável… graças a Deus eu tenho uma força sobrenatural dentro de mim que me ajuda a lutar contra meus terríveis demônios. Na verdade, diante de tanta loucura, ainda não sei como sobrevivi.
Frequentei muito psiquiatra, tomei muitos remédios para dormir... mas o que realmente me salvou foi o amor. Primeio, The Beatles. A banda que me ensinou a ser feliz da maneira que eu sou. Sem ter de provar nada a ninguém. E depois, a literatura, que foi para isso que eu nasci!
Se por um momento eu pensei em me jogar, foi lembrar disso, do meu eu lírico, da minha ciência, da minha insana e fervorosa paixão por Shakespeare e Camões para imediatamente desistir! Os amo terrivelmente, como amo a literatura e a arte, como amo Chaplin de uma maneira que nem Ledger consegui amar!
Eu sinto muito!
As pessoas normalmente dizem que eu sou louca, não entendem e muito menos compreendem. Acham que eu sonho alto demais, que acho que vou viver para sempre. Graças J.M. Barrie por ter criado Peter Pan! Mas se quiserem alguém real, eu lhe mostro quem disse: Lutam melhor os que tem belos sonhos! Guevara, sempre!
Eu sinto meu futuro alto, sinto ele adiante, avante. Não sei como, mas sinto! E isso não é problema da minha esquizofrenia. Se fosse, eu já teria me matado, acreditem!
Literatura, eu a amo como minha fonte de vida, como cada pedaço do mosaico bonito que meus olhos querem ver. O que me dá mais coragem em cada dia de minha vida. Eu sou uma coitada, de uma morta de fome, de uma mal amada que têm um blog e que sonha, e vê seu futuro lá em cima.
Eu sinto muito!
Sinto porque, não sei ser vadia, nem besta. Não consigo não ter problemas, não consigo fazer as pessoas gostarem de mim. Eu só consigo ver, enxergar além dos olhos, buscar, querer, perseguir, historiar. Eu só consigo hablar do amor platônico e talvez erótico por Lionel Messi, nunca para alguém que conheci de perto, porque não consigo amar deste jeito quem está por perto, porque só sei amar de longe, porque afasto quem amo normalmente. Este é o meu jeito de amar!
Porque Philia não é amor, é Philia!
Eu só consigo gostar de artes rupestres, só consigo curtir rock n' roll, só consigo repudiar o país que vivo, só consigo ser franca sempre, não sei falsear, não sei agradar, não sei fazer amigos!

Honestamente, eu não sinto muito!
Porque eu tenho orgulho de mim mesma sim! Apesar de tudo, de todos os meus erros, exageros e tropeços, eu tenho esperança e provavelmente morrerei assim. Fiel e leal a todas as minhas certezas e escolhas! 
Porque de boa, eu não sou tão ruim.

Philia

Segunda-feira, na aula de história, conversamos os princípios da filosofia e algumas expressões. Sócrates, Platão e Aristóteles (meu filósofo favorito, e um dos meus ídolos, claro). E do último, eu li uma expressão tão peculiar, bonita, tão rara e que tem tudo a ver comigo. Não que eu seja um antro de amor e paixão infernais. Mas Philia se encaixa perfeitamente em mim.
Philia é uma expressão grega de Aristóteles, o vingativo filósofo que acreditava na paz e no amor, mas pouco acreditava no homem. Para ele, a humanidade precisava de Philia, e viver deste modo. O que quer dizer vulgarmente amor. Mas não é este simples amor. Significa altruísmo, generosidade e total entrega.
Quem pratica a Philia, ou este tipo de amor se entrega totalmente a relação. Seja ela amorosa, familiar ou amistosa. A felicidade e o bem-estar do outro está sempre antes do próprio interesse. Mas ainda assim, vai muito além do natural bem-querer. É um amor absurdo, incondicional e muito verdadeiro. Tão intenso que pode inclusive, desencadear sacrifícios. O amante pode vir a se afastar se por um acaso acreditar que o ser amado será feliz de outra forma ou com outra pessoa. É visto por muitos como uma forma incondicional de amar.

Pode-se dizer por aí, que eu pratico o estilo de amor Philia.
Eu sou pateticamente doente por uma pessoa.
Sem exagerar, eu tenho prazeres quase sexuais só por me lembrar deste alguém. Mas não que eu seja apaixonada por ele. Confuso? Sim, é. Mas não estou mentindo. Não é paixão ou desejo, absolutamente nada a ver com erotismo. Talvez seja patético mesmo!
Mas vocês acham que eu consigo controlar isso? Claro que não! É infernal, é fervente como a lava de um vulcão pronto pra entrar em erupção. Já nem tenho controle, e pra mim é tão normal sofrer por ele. Ah, isso já é uma rotina.

Acho que perdi a conta de quanto eu senti ódio de mim mesma por amar alguém. Talvez até entendam, mas ninguém nunca vai ser capaz de compreender o quanto isso é sinistro. Só ele – e apenas ele – fez do mundo um lugar bonito para mim, me ensinou a amar, a viver, a sonhar e a voar. Me deu força quando eu precisei, me fez ter fé, me fez acreditar na paz, em Deus. Fez de mim alguém melhor!
Porque todo esse amor, todo esse... sei lá o que, que eu sinto por ele me faz ser alguém melhor. Sinto, que por ele eu morreria, me sacrificaria, eu… sei lá!

Quanto eu gosto dele? É um jeito peculiar de gostar de alguém.
Se eu tiver só um rim e ele precisar de um, dou o meu sorrindo.
Se ele matar alguém, eu escondo o corpo, não faço perguntas e me entrego a polícia.


And I wish you would love me this way...