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I fucking love tea









Acho que estou viciada em chá.
Há tempos atrás, eu gostava do saudoso café. Enchia os olhos, atiçava o paladar, o amargo e negro líquido energético. De lá pra cá, desapeguei dele. Nunca precisei de café para manter-me acordada, e o chá é um bom companheiro.
Não é de todo ruim, mas preocupante eu diria. Vícios são preocupantes.
Já fumei bastante, mais do que deveria, na realidade. O cigarro não complicou em nada meu organismo, até então. Isso porque nunca me senti viciada, por assim dizer.
Entretanto, agora parece difícil e diferente. Eu não passo um dia sem chá. Se tento, meu corpo treme, minhas articulações doem, eu suo frio.
Não é o fato de ser chá o meu vício, mas o fato de ter um vício me perturba. Algo em mim está faltando, e eu tento repor com chá…
Ontem esfriou aqui! O outono chegando à Serra Gaúcha, mais tarde o inverno… é…
Mesmo nesse frio todo, é tão lindo. Lá no trabalho, o sol fraquinho batendo nos pinheiros altos, e o minuano soprando perto da gente. Melodia exclusiva dos pampas. Junto com o frio me peguei pensando... Eu ando tão solitária. Mas nem é de solidão concreta, falo de solidão de espírito. Eu trabalho com seis pessoas, passo 10 horas diárias com elas, tem sempre gente na minha casa, tem meu gato, mas… tenho me sentido sozinha mesmo no meio de tanta gente.
Então lembrei que um dia li em algum lugar uma frase muito intensa:

“Solidão não é estar sozinho, solidão é estar no meio de mil pessoas e sentir falta de apenas uma!”

Não lembro onde li, nem de quem é. Só sei que essa frase me deu um tapa na cara. Na realidade, eu nunca tinha entendido até o real momento. Existem coisas que a gente só entende quando passa pela situação. Nem sempre são experiências boas, mas sempre dá pra tirar algum proveito.
O sofrimento ensina muito a gente, eu aprendi isso. Aprendi que as dores e feridas acabam nos fortalecendo. Eu estou pronta pra outra. Já! Afinal, eu consegui tirar da solidão o que ela tem de melhor: Aprendizado! Aprendi muito sozinha, aprendi muito com meus pensamentos, com minhas conclusões. Aprendi sobre o que eu realmente deveria aprender. Eu!

Precisei, ainda preciso de um tempinho comigo. Pra cuidar de mim, me ninar, me embalar, me botar pra dormir. Preciso de um dengo que só eu posso me dar. Preciso de mim! E eu fui meio estupida achando que todo mundo estava errado... Não é bem assim não! Sinceramente, às vezes eu me acho mais fria do que a neve...
E assim sem procurar as coisas boas acontecem de repente…
Tá na hora de derreter esse coração de gelo, Nik!

sou desistente

Ninguém diga que não, mas também ninguém diga que sim.
Sou desistente, e sou a única pessoa a poder dizer isso sobre mim, ou retirar quando me apetecer.
there's a hole in my soul that's been killing me forever
it's a place where a garden never grows

Aerosmith ~

saudade...

A palavra mais doce que se pode haver na vida, mas também a mais amarga.

Sim, mais uma vez a depressão consegue me abater. Valeu depressão!
O problema agora parece insolúvel. Na verdade, parece maior do que todos os outros que eu já tive. Talvez porque dessa vez, não dependa só de mim.
Eu ando em um momento de nostalgia. Não, na verdade não é nostalgia. Eu sinto arrepios, mas não de prazer, sim de desgosto. Porque sei que algumas coisas nunca mais irão acontecer, algumas coisas jamais serão ditas, porque eu sei que eu jamais serei aquela menina de antigamente... Não é o sentimento fortalecedor de nostalgia, e sim saudade. Em sua forma mais cruel e traiçoeira que se possa imaginar.
Eu me lembro de cheiros, versos, músicas... Elas me fazem me lembrar de outras músicas, e de algumas pessoas. Das coisas que eu passei ao lado de algumas pessoas, das coisas boas que eu ouvi, e também das coisas ruins. É como se nada tivesse passado, como se as coisas ainda estivessem aqui, debaixo das minhas fuças.
Talvez eu seja mesmo cega, ou doida, por desejar algo que eu não posso ter e pior, por não desistir disso em momento algum. Mas para mim isso se chama perseverança. Eu nunca fui acostumada com ela, mas parece que nos damos muito bem!
Por mais que eu ainda acredite em coisas boas, que o fato de ter certeza de que as coisas mudam me conforte, por mais que eu ainda tenha esperança... A saudade me estraçalha. Em certos momentos eu choro, eu não tenho vergonha de dizer que eu choro por me lembrar das coisas, por me lembrar dele... Muitos vão dizer: ah, era só o seu Tio! Sim, era só meu tio, e SÓ isso foi suficiente para que eu me orgulhe por fazer parte da família dele.
Eu choro sempre que lembro dele, sempre que toco no nome dele, sempre que escuto sobre ele. Eu choro às vezes sem nem me tocar. E me seguro, mais do que posso! Eu segurei estas lágrimas por muito tempo! E essa ferida, não cicatriza, nem sei se vai cicatrizar. É como um buraco, se isso dá pra entender...
A saudade não é um sentimento bom, ponto final. Não quero mais sentir isso!

Adeus!


E eu aprendi que existem dores maiores do que as dores de amor.
O amor é só um sentimento, ele no fim nem faz tanta diferença. O amor não exige o contato, como diria Lulu Santos: sem a menor pretensão de acontecer...

O que machuca mesmo são as pessoas, as lembranças, a certeza de que nunca vai ser igual, e não porque a pessoa foi ser feliz com outra, mas porque a pessoa foi embora para sempre. Eu aprendi que quando se perde alguém para outra pessoa, é digno, porque a felicidade é sempre bem vinda, isso não tem a ver com egoísmo. Mas quando um ente amado seu vai embora para Deus, isso sim é dor... Nada te conforta, nada te ajuda, nada consegue fazer você parar de sangrar. São coisas que com um novo amor, não se curam!
Amor, paixão, casal... São coisas bonitas e boas criadas por Deus, e que podem continuar a ser bonitas sempre.
A morte, ela não foi criada por Deus e é irremediável! A morte de alguém que eu amo, conseguiu acabar comigo. Acredite, isso é bem maior e mais grave do que a dor do amor, a dor do romance, a dor dos conflitos. A dor da morte, é a dor do Adeus.
Aquele que você não tem certeza...

Always dead


Eu vivo em um mundo que talvez não exista, afinal de contas, eu o criei... Mesmo assim, eu pareço só, mas eu sou cruel e mereço tudo isso. Tanto faz, tanto fez, isso é tudo que crie, o tempo é dolorido, me machucou e deixou profundas marcas que sei que não irão desaparecer... Talvez eu pareça precisar reduzir meus erros, reduzir todo o tempo que eu jogo fora. Eu estou sem esperança, tudo me consome... Tanto faz, tanto fez, o tempo é cruel e fez meu mundo cair... Agora estou sem direção, estou quase sempre morta, sempre morta... Sempre.

we'll wait till dark turns light
can't fight this feeling in my soul
I'm lost in throughs...