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Confissões de um velho nobre


 
E aos poucos sinto a morrer em mim aquela espécie de memórias às quais chamo memórias de ocasião. Aquelas que em certa altura aqueceram, mas onde hoje, no pensamento do passado, se encontram demasiadas falhas, demasiados calafrios para serem denominadas com saudades. C'est que l'enfer!
A tristeza recai sequer nisso, de aos poucos as memórias se tornarem fungos luxuosos dos quais a multidão alheia se alimenta. A mesma multidão que no fundo os semeia. Aquela mesma multidão que em certos espectros temporais foi fantasma da verdade, relinchava meias mentiras à minha vida, e nela coloria metáforas vergonhosas de tanta miséria.
E aos poucos esse passado vai-se tornando num passado morto; a cor da mentira torna-se certeza de que hoje, indubitavelmente menos sábia, contudo menos dormente, me torno conformado nas teorias que não tenho, aquelas que passo a vida a tentar derrotar.
É inutilmente fácil criar outros absolutos que não nós, é fácil lapidar ideais e torná-los numa benção. Como é fácil condenar, duvidar e, bem, matar.
Mémoires posthumes sont stressants,
fui morto vezes sem conta pela mentira dos outros, e hoje não sei se serei sequer a sombra do que os outros viram. Mas sei, contudo que estou mais gordo do vão das coisas por engolir. Aquelas que me enchem os olhos de brilho, de fatalidades, de exaustão de viver a vida inteira.

Mon Dier,
e esta morte vincada no peito, que se torna vida nos medos soterrados. Estas lembranças tão ardentes que tenho, o conformismo da fé, porque a vida é ter apenas a loucura da lembrança, e a fraqueza da esperança. Mas a morte é não ter, e quando a dor colapsa, é impulsionada pela a revolta da aceitação.
E já não somos o mesmo, quando os adeus têm de ser largados aos ventos que nem sequer pertencem aqui. As ruas continuam calcadas, as vidas aprisionadas na pressa. Mas o coração latejado, o órgão morno, sua tristeza, e dói, porque até quando dói, é belo. E o saudosismo, que todos os povos sentem, é tão somente francês. Francês na sua altura, no seu cheiro, em suas mãos grandes e na nossa alma tão escura sem si. E perder não só quem se ama, mas quem tão somente se ama, o amor de uma vida, rebenta-me. E imagino perder-lo a ele. E imagino o que poderias dizer na tua morte, no teu largar. Et je remercie que ce soit, quelle que soit dieux peut-être. A diferença será para o resto da vida. E sinto amor…

Amor, passionem, discerpens...

Eu não assisto TV. Bem, às vezes... Ontem eu assisti, me arrepiei e quase chorei.
Por descuido, prestei atenção em uma propaganda de um canal da SKY. Eles falavam de um grande homem, que mudou o mundo, que reverberou... aparecia Mahatma Gandhi, em seu estilo low profile indiano, como sempre vimos. A maioria das pessoas apostaria que falavam dele, mas ao seu lado, estava um senhor. De olhos verdes, cara lisa, e cabelos brancos. Eu o reconhecia: Era Chaplin.




gratulatione ~

Eu não sei se eu conseguiria escrever aqui uma mensagem, de cunho literário para parabenizar Freddie Mercury. Muito porque, tenho para com ele, um alívio, uma intimidade gigantesca. Acho que o mundo todo tem. Ele se doou tão inteiramente, não só musicalmente, mas seu corpo, sua vontade, seus anseios pessoais foram assistidos e doa a quem doer, foi ele, sim ELE quem mudou a face do rock n' roll e fez o tal "estilo musical" passar a ser mitologia, ideologia e crença. Se roqueiros - como eu me julgo que sou - são o que são, é graças a esse cara aqui, que há 66 anos, neste exato dia, nascia, para o bem geral da nação.

Mercury, você é o Mercúrio da química inteira. Acho que parabéns nem é digno, acrescento aqui um obrigado oh, melhor roqueiro de todos os tempos.

Farrokh Bulsara, you are the champion!

spiritus deserta



Aquelas ruas caiadas do pó que o sol derrama, e o sol queimado, a desculpar a indecência das sombras. Lembro-me do sabor do ar nas minhas pálpebras, a umidade meio cheia, meio vazia, e o bater terno do meu coração, por saber que apesar de não ser casa, marquei.
 Há algo sobre egocentrismo em mim quando debato esta fúria saudosista nos confins da minha alma, há um crescente ardor nos olhos por sentir a mortalidade dentro das entranhas, o mesmo ardor que o meu físico contesta, e que me faz tossir argumentos de que a imbecilidade é ingrata, tanto quanto a fé ou o destino.
Saber que o dia pesa mais que a noite, pela constante mutação das rotinas humanas, devassas e anárquicas, é constrangedor no sentido em que algo me tira o sono, e que isso é literalmente humano. Não o digo porém por falta de fé no humano; talvez me desgrace saber que os créditos que tenho em argumentação impugnem permanentemente as minhas fés. Mas de noite o mundo dorme, e eu no meu noto que, aparte disso, os dias são iguais às noites, quase tão orgânicas quanto as rotinas, quantos as mutações, quanto o humano.
E vou tentando demonstrar ao meu próprio corpo que não sou se não mais do mesmo; o meu mundo parte-se em esferas ridículas, em rituais recortados, e sou sugado por um mesmo rol de diários semelhantes. Sou mortal, e isso enfraquece-me a alma. Mesmo depois de todos estes capítulos semi abertos, quase fechados, os meus sonhos escalam as minhas bossas, vão sendo sonhos para além das opções, das leituras, das escrituras. Mesmo depois do fim de algo, do passado irreparável, vem a morte, e vem o leito, no qual terei de me deitar, mesmo sem ter sono.

ele

Como completo hoje meus 103 anos, decidi varrer minha vida. Sabe, tirar o pó, esvaziar as gavetas, queimar os arquivos e chamar o padre para a unção final. Não por nada, mas acho que posso entrar em óbito a qualquer momento. Não por nada, mas eu não acharia ruim. Só que… eu queria falar dele. Meio que ele, é importante página no livro de minha vida. E digamos que tirando o prefácio e o epílogo, ele esteja em todos os outros capítulos, sem nem perceber. Não tem nada a ver com romance, nem jóias e Titanic, só tem a ver com ele.


Ele era breve e pouco insano, açúcar alto no sangue e depressão corrente em cada linfócito.
Ele tinha os olhos tristes também.
Ele tinha classe de vagabundo, mas quem teria moral para destratar?
Ele roubava as córneas alheias e delas fazia um coração.
Ele também tinha um coração, de vida latente, sangue pulsante e vontade eterna. Ele tinha um coração esquecido, que nunca alguém foi capaz de conhecer.
Ele era Chaplin e mais nada necessito dizer.

pitre


Olhos verdes, não, azuis… quase brancos. Grandes e expressivos, olhos que nunca mentiam. Cílios dobradiços, os lábios vermelhos mais mordiscados do que uma maçã, cabelos lisos, macios e virgens. Ah, o sorriso. Sincero e debochado como o de um Coringa. As mãos largas, os braços fins, a pele levemente rosada, mas fria com o ventinho chato da cidade em que vivia. O estilo desleixado, o amor pela literatura… um oásis de perdição, um apocalipse!
Ele era como a cereja em cima do bolo. Agia com o coração… Ora, pois, ninguém avisou que ele tinha um coração cruel e que o vermelho de seus lábios era o sangue de alguém. Ele era como um vampiro que sugava a vida única de seus seguidores. Uma vez que, se alimentava do amor do próximo, que lhe fazia rir.
Ele era como o compêndio de todas as coisas que se podia amar, e talvez odiar… sua pele não suava, habitava o egocentrismo do gelo e do inverno sem fim. Sua mente era apertada, entretanto, sua anatomia era exposta.
Libertino!
Gritavam alguns. Ele ria por saber que era insultado. Porém, seus olhos nunca o deixariam mentir. Eles carregavam uma sinceridade tão pura. A mesma intensa chama presente no vermelho ácido de seus cabelos. A fome…
Ele era a fome do sorriso entre as orelhas. O cansaço das babaquices ditas, feitas, sem graça alguma. O amor feito sobre uma rede de pesca, ou em mar aberto, entorpecido de humor negro. A insignificante estrada da vida e o ser ou não ser. Era a solidão e a multidão juntos, em companhia. Era as boas maneiras e os escupitajos grosseiros e descorteses. A saliva de cada impropério exagerado e era ainda a mais antiquada de todas as criaturas.
O que ele tinha, ele mesmo repunha. Ficar só não doía, nunca doeu…
Ele era um artista nato, sem muitos esforços. Simples e sem nenhum atrativo espalhafatoso… Céus! Mais embaixo… apenas criativo e genial. O donzelo, o queridinho. Ele era sangue, chama acesa, paixão latente, lágrima abundante…
E a mania de ser assim, exatamente como ele era, o levou além...
Y oigo una voz que dice sin razón:
"Vós siempre cambiando, ya no cambias más"
Y yo estoy cada vez mmás igual
Ya no sé que hacer conmigo...


El cuarteto de nos ~

because I love Greece

Meu pai sempre fala que eu estou ultrapassada, que me baseio em fundamentos e costumes de séculos antigos. Mas o que ele quer que eu faça? Além de eu estudar História, não existe nenhum ser humano neste mundo – pelo menos que eu conheça – que merece meu respeito como eles.
Pelo menos os antigos gregos não eram contra o homossexualismo, levavam a política baseada em sentimento, eram fiéis a crença e religião e não se vangloriavam como deuses do mundo. Eles sabiam a importância da natureza, sabiam a importância do saber, ser e conhecer.  
Como eu seria diferente? Se tudo o que eu conheço de literatura, filosofia e política vêm de lá. Na realidade, nós, reles mortais, devemos tudo à sociedade grega. Sejam espartanos ou atenienses.

'Ari', meu amado filósofo grego

É por essas e outras que eu sempre digo: 
Não nasci na antiguidade, alguma coisa deu errado. Só pode ter dado errado!

à beira de uma possível declaração


Sobre o motivo por eu ser este ser tão alienado?
Ele é meu Girassol. Sim, ele é quem guia meu caminho. Meu melhor amigo… não existe nada de impuro no meu sentimento por ele, já não existe nada decente em meus pensamentos com ele.  Ele… é a pessoa que mais me importa, talvez a única, talvez…
Seus cabelos meio encaracolados, seus olhos pequenos e castanhos… ou negros, ainda não sei. Suas calças rasgadas, suas risadas, a língua eventualmente presa em algumas palavras, as covinhas adoráveis ao lado das bochechas. Talvez perfeito, talvez…
Ele me encanta, eu o amo, eu sou apaixonada por ele. Porque ele é meu amigo, ele confia em mim, eu o quero e não vivo sem ele.
Quero matá-lo, morrê-lo vivê-lo… quero apenas que ele seja feliz.
Quero empunhar uma faca em seu coração e costurá-lo depois.
Quero-o com fome de sangue, com minhas vísceras inquietas que sacolejam a fim de estourar, quero-o com meus dentes e minhas unhas, quero-o rasgando meus dedos, chupando meus dedos, cortando minha pele.
Quero beijá-lo como o sol beija o horizonte a cada fim de tarde e cada início de manhã. Quero abraçá-lo como o vento estica-se entre as folhas, quero deitar-me ao seu lado e alisar-lhe o rosto tão jovial quanto um menino. Menino, moleque, mostro e paradisíaco…
Quero ser seu ermitão perdido, andarilhando sobre seus ombros, quero desenhar meus desejos sobre seu corpo, caminhar sobre ele, descobri-lo.
Eu o amo, como a semente ama a terra e por ele, apenas por ele eu morreria, enfrentaria os demônios desta vida e da outra, venceria meu orgulho, enterraria minhas virtudes e seria o lixo que costumo não ser.
Por ele, eu seria capaz de cavar o inferno e o farei!

se critica bem, que mal tem?

Crítica. Arte de julgar. Senso em escolher o que é bom e ruim. Exame. Assim está escrito no dicionário. Há gente que é pago para isso, como o pessoal cafona, incoerente e sem noção do Omelete (site de críticas e resenhas cinematográficas). Entretanto, é um dos mais respeitados sites do gênero no Brasil.
Há críticos sem bom senso. Críticos sem pudor. Críticos sem argumento. Crítico do crítico.  Acho que eu sou desse pessoal.
Mas é mesmo necessário toda essa cobrança? Ou melhor, essa "criticança”? Há crítico  de artes plásticas, de música, de dança, de livros… há críticos para tudo hoje em dia em qualquer área. Mas o pior crítico é aquele que te critica quando você menos espera. Que te critica corretamente, que aponta o dedo na sua cara e te diz tanta verdade que você fica zonzo e imóvel.

Muitos dizem que não se importam com a crítica. Mentira! No fundo todo mundo se importa, principalmente se a fonte é de respeitosa qualidade. Critica bem quem trabalha bem e tem moral e conhecimento para tanto.
Critica bem, o sutil, o sensato, o coerente, o analítico. Critica bem quem já foi criticado e sabe o poder avassalador que uma crítica tem.

Já recebi inúmeras críticas ao longo da minha vida. Na família, no trabalho, nos amores… algumas me fizeram repensar alguns vergonhosos atos, outras me despedaçaram,e só de pensar nelas os remendos dos cacos começam a coçar dizendo que ainda estão ali, presos a mim.
Ontem recebi uma crítica que me foi um pouco dolorosa, porque era verdadeira e verdade sempre dói quando não estamos preparados para ouvi-la. Tive a sensação de tomar um soco no estômago. Em seguida minha cabeça deu sinais de dor. Meu rosto se fechou. Cerrou. Fiquei em estado de choque intelectual. Refiz um feedback, tentando ver onde foi que errei. Onde foi que me "desalinhei". Foram várias vezes, de várias formas, em muitos aspectos. Permaneço ainda em estado de mudismo. Recuperação lenta. Análise profunda.

Às vezes, para quem trabalha com arte, a crítica pode ser mais intensa, mais corrosiva. Só que o pior é, trabalhar com a arte e receber críticas paralelas. Como a crítica que recebi ontem. Foi da minha mãe, foi pessoal, sobre minha postura e não sobre o que eu produzo. Ou seja, algumas vezes eu só presto escrevendo. Sabe como é ruim?


Mário Quintana dizia que os críticos não servem para nada. Servem sim, para nos deixar com pulguinhas atrás das orelhas. Cabe a nós darmos moradia a elas ou aniquilá-las de vez! To me coçando aqui!!!

L'amour est bleu



Seria eu capaz de amar alguém mais do que eu?
Seria eu capaz de amar alguém mais do que o azul do céu?
Elementar, meu caro alguém.
O amor já é azul por si só. Não só azul como multicor, multicolor.
O amor é um arco íris e um pintor.




Seja lá o que for que tenha de ser, quero estar com você
Aqui, ali ou onde você estiver
Porque basta você me ditar a canção, eu cantarei
Você é meu pranto encolhido, aquele que não tenho coragem de derramar
Você é a voz que sai das minhas cordas vocais irregulares
É o meu cheiro entranhado na fronha do travesseiro
O dedilhar dos meus dedos por sobre minha guitarra vermelha
Você é a minha poesia, o meu cantor, o meu sabiá
Você é minha alegria, e minha maior decepção
Você me faz viver e me mata intensamente
Você é a melhor e a pior coisa de minha vida
Vejo que você estará aqui para sempre

olhos ciganos

Era ele... 
Dono de dois olhos intensamente amendoados. Um oásis de perdição e fúria. Tão profundos como uma floresta negra e faminta. Olhos de um cigano, olhos ciganos, nômades, sem paradeiro... 
Os olhos mais belos do mundo não costumavam sorrir.
Quando ele os levanta, algo se acende e se enobrece. Quando ele os esconde, algo se acalma. O forte enlace dos cílios, logo se torna fraco, miúdo e ele novamente os levanta.

Quando ele mira é um tiro certeiro. 
Apunhala sem dó nem piedade, ofende, espanta... 
Acaricia e ama! Faz pouco caso e idolatra! Protege e abandona!


 Faz-se puro e faz-se insano!

O Cientista

Estou indo te encontrar, como há muito tempo eu esperava...
Preciso dizer que sinto muito!
As coisas não deram certo entre nós dois em vida e talvez eu seja o culpado por isso. Eu sinto tanto, sinto por não poder dizer de novo as coisas que sinto vontade de dizer. Você é tudo o que realmente está na minha cabeça o tempo todo. Você nem tem ideia do quanto você é amável.
Querido, Deus deve saber o quanto eu sinto sua falta...
Quero-te dizer que preciso de você, como nunca antes precisei. Preciso repetir, que você é tudo o que realmente está em minha mente?
Não vou desistir até te ver de novo! Se esse sonho acabar, vou ter certeza de que este é o meu destino. Talvez, por algum motivo Deus tenha te colocado no meu caminho.
Quero te encontrar e te dizer que esses tempos sem você não têm sido fáceis, que as lembranças me atormentam enquanto eu durmo, e quando eu estou acordado também. Você deve ter algo a me dizer e eu quero saber. Todos os seus segredos, quero solucionar suas dúvidas, quero te abraçar e te dizer que te amo. E como sinto sua falta... daria tudo para que voltássemos ao começo de tudo. Por você, eu viveria cada segundo. Mataria-me de novo, beberia sangue, amassaria cigarros na minha pele, tatuaria seu nome no lado esquerdo do peito… eu faria tudo, desde que você nunca mais partisse. Querido, estou indo te encontrar pra te dizer que te amo!
Eu sabia desde o início que nada seria fácil. Mas ninguém teve a decência de me informar o quão seria difícil! Sinto sua falta. Sinto falta de quando você me chamava de idiota, mas que dizia que eu era tudo o que você precisava. Sinto ainda mais falta do seu sorriso, que iluminava as minhas manhãs. Durante anos você foi o meu sol. Sinto falta do seu cheiro, ele era tão forte e perturbador. Sinto falta dos seus olhos intensos, que me faziam mergulhar em um abismo sem volta. Eu não me arrependeria. Nunca me arrependeria de voltar ao começo.
Quero desvendar todos os seus mágicos mistérios. Sejam numéricos, ou uma junção de quebra-cabeças de mil peças. Eu o faria! Eu sei ainda que meu coração fala mais alto do que tudo isso. Meu amor poderia arrasar tudo isso. Este mundo, os outros mundos, este tempo ou o tempo que ainda está por vir! Meu coração grita alto, e é o seu nome que eu ouço. Atormente-me, invada meus sonhos, projete meus dramas. 
Eu me entrego inteiramente a você como sempre fiz e sempre farei. Você é a única coisa porque vale a pena viver, porque vale à pena morrer, e porque eu lutaria algum dia. Correria em círculos, perseguiria a mim mesmo... Aguarde-me, me observe, me guie de encontro ao seu coração! Deixe-me estar perto de você, me deixe estar dentro de você, me deixe ser seu dono ou a sua propriedade.
Deixe-me voltar ao começo e te dizer que sinto muito.


P.s: Pessoal vai achar que eu estou apaixonada, vou deixar claro eu não estou. Eu escrevo sobre e para apaixonados, mas não estou apaixonada por ninguém, apenas pela literatura. Só me derramarei em reclames poéticos para Lionel Messi, e quem me segue e me lê sabe que é em sentido platônico.

Hesíodo




"Aquele que é o amor, o mais belo entre os imortais, que tira a força dos membros:
 aquele que, em todos os deuses, em todos os seres mortais, 
sobrepuja a inteligência em seus peitos e todos os seus planos retalhados." 
Os sonhos estão mais perto do que imaginamos

Sim, de todos os sonhos que tive poucos foram reais.
Mas os mais importantes com certeza estiveram ao meu alcance. Tive belos sonhos sozinho e eles me fizeram realmente feliz. Eles ainda me fazem. E hoje eu me lembro que sempre que os realizei, nunca planejei...
Talvez a vida seja mesmo uma caixinha de surpresas e você nunca saiba o que vai ser. Ou talvez, tenha olhos diversificados para o que queremos e o que temos medo de fazer.
Eu agora não quero nada pela metade.
Quero palco e plateia, figurino e personagem, texto e intenção.
Mas querer não basta, é preciso ir pegar o que é seu. Para pegar precisa andar, dar os primeiros passos.
Já comecei a andar mais rápido, cansei da lentidão do tempo perdido, das palavras mortas nas bocas, dos não amigos. Minha sanidade dramaturga voltou e eu retomo aquilo que mais sei fazer: Sonhar!

I wish, I wish, I...

Eu realmente gostaria que vocês fossem menores
Não apenas pequenos, mas realmente muito pequenininhos
Assim eu poderia colocá-los em meu bolso
E levá-los comigo o dia todo...



~ verso descaradamente baseado na música You and Me de Milow que vem em seguida: