Mostrando postagens com marcador Filosofia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Filosofia. Mostrar todas as postagens

sempre uma canção ~


 
Conversion the software version seven point oh
Looking at life through the eyes of a tire hub
Eating seeds as a pastime activity
The toxicity of our city, of our city

You, what do you own the world?
How do you own disorder, disorder
Now, somewhere between the sacred silence
Sacred silence and sleep
Somewhere, between the sacred silence and sleep
Disorder, disorder, disorder

- SOAD -

Verdade... mas o que é verdade?


Pilatos perguntou a Jesus: "Verdade… mas o que é verdade?"
Eu me faço esta pergunta constantemente. O que é verdade, o mundo em que vivemos, as pessoas que convivemos, as nossas verdades, afinal o que é verdade realmente?
Destino… coincidência… as coisas acontecem por acaso, nada é por acaso. Seria a verdade uma ocasião, um estado de espírito, uma forma que a raça humana inventou de recriar suas mentiras? Ou simplesmente nada é verdade? O mundo seria uma grande mentira? E nós, racinha inferior, pensamos que é verdade…
Acho às vezes, que já cumpri minha missão por aqui, outras vezes acho, que se for coerente com as minhas verdades, possa continuar! Mas continuar para quê, por quê?
Nesta longa estrada da vida, procuro verdades escondidas, mas não sei por onde começar. Só sei que no fim irei chegar. Essa é a única verdade inevitável!

N. Pereira no auge da irritação (sempre escrevo bem assim)

_


Emancipate yourselves from mental slavery
None but ourselves can free our minds
Have no fear for atomic energy,
'Cause none of them can stop the time
How long shall they kill our prophets,
While we stand aside and look
Huh, some say it's just a part of it:
We've got to fulfill the Book

Won't you help to sing,
These songs of freedom?
'Cause all I ever have:
Redemption songs,
Redemption songs,
Redemption songs...

 Redemption songs ~ Bob Marley

cada dia aprendo mais a ser eu


Metade dos seres humanos do planeta já teve, ou tem, leu ou lerá, algum livro que fale de auto-ajuda ou de conhecer a si mesmo. Todo mundo já se perguntou em algum momento: “quem sou eu?” Esse pronome pessoal do caso reto, diga-se de passagem, pessoal e intransferível…
Passamos pelo menos uns trinta anos (eu já fiz 20) buscando, querendo conhecer o novo, achando que a felicidade está no outro. Mas aí, no limiar da vida, nos deparamos com situações desagradáveis, com “nãos”, perdas, danos e nos damos conta que temos que valorizar quem somos e como somos: Seres capazes, complexos, em intensa evolução, descobrindo-se a cada dia…
Parece demagogia barata, um apelo de venda: “Extra! Extra! Aprenda a encontrar o EU”
A grande dualidade é que não se busca o EU, ele aparece quando menos se espera, não quando queremos. Ele se manifesta nos momentos mais importantes e decisivos da nossa vida. Nem sempre pede licença. Como um terremoto chega sem dar muito tempo, às vezes arrasa e destroi, outras vezes passa raspando, mas sempre passa!
O EU também gosta de fingir estar no outro, nos engana, e quando é tarde, percebemos que ele estava ali, bem dentro de nós, pronto para ser deflorado!!!
Personalidade! Como falta isso nas pessoas hoje em dia! Todo mundo cria padrões de sobrevivência e finge que tudo estava previsto, que corre fluentemente. Enganam a si mesmos, mas as consequências não são sentidas de imediato, fluem lentamente, nos momentos de solidão, de perdas, de fracassos. Sim porque nós seres humanos também fracassamos e isso não é vergonha, é admitir unicamente que não somos perfeitos e que podemos tentar de novo…
Cada dia aprendo mais, sobre o meu EU convivendo com os EUS alheios, nem sempre eles simpatizam, nem sempre se amam, às vezes nem se reconhecem, mas deixo eles passarem, abro as portas da minha vida, eles entram, tomam um cafezinho e partem. Mais cedo ou mais tarde, mas sempre partem e fica o gostinho de um EU a mais que entrou.
Mas há os EUS egocêntricos, os que acham que vivem somente para si, que criam uma redoma de vidro em volta e tornam-se intocáveis! Acham que escapam de tudo e consideram-se brilhantes!!! Para estes o tempo é eficaz! Na medida certa. Sofrem tanto, digladiam sozinhos, com seus arranhões e ferimentos, num processo de autodestruição.
O meu EU anda bem obrigado! Ainda precisa tirar algumas máscaras de guerra que colocou há anos atrás, ainda precisa parar de achar que resolve tudo, porque na maioria das vezes não resolve é nada!!! O meu EU ainda precisa de auto-demolição, destruir alguns esquemas antigos e redefinir senhas.

O meu EU é muito mais simples e tranquilo do que aparenta, basta aproximar o seu…

because I love Greece

Meu pai sempre fala que eu estou ultrapassada, que me baseio em fundamentos e costumes de séculos antigos. Mas o que ele quer que eu faça? Além de eu estudar História, não existe nenhum ser humano neste mundo – pelo menos que eu conheça – que merece meu respeito como eles.
Pelo menos os antigos gregos não eram contra o homossexualismo, levavam a política baseada em sentimento, eram fiéis a crença e religião e não se vangloriavam como deuses do mundo. Eles sabiam a importância da natureza, sabiam a importância do saber, ser e conhecer.  
Como eu seria diferente? Se tudo o que eu conheço de literatura, filosofia e política vêm de lá. Na realidade, nós, reles mortais, devemos tudo à sociedade grega. Sejam espartanos ou atenienses.

'Ari', meu amado filósofo grego

É por essas e outras que eu sempre digo: 
Não nasci na antiguidade, alguma coisa deu errado. Só pode ter dado errado!

la quête de sens


Tenho me perguntado nos últimos tempos porque reencarnei neste planeta, neste estado, nesta cidade. Pensei que minha ânsia de buscar um sentido para minha vida se resumisse a largar alguns trabalhos que não me interessassem mais, dizer alguns nãos e deixar de fazer as coisas somente para agradar os outros, mas tentando agradar unicamente  a mim mesma.
Doce ilusão!
O tempo passou, nessa busca, muitas coisas boas aconteceram e tantas outras se perderam. A impressão que tenho é que fui colocada de forma estratégica onde estou, como uma peça de xadrez, sendo levada constantemente para o "xeque mate", só não sei se será o fim do jogo para mim ou para meus parceiros…
Achei que talvez um relacionamento novo pudesse acalmar essa sempre sensação de perda, pois, relacionamentos vieram, nada que abalasse as estruturas, mas deixei que fossem, sabendo que já sei pelo menos, o que não quero mais para mim.
Tenho a sorte de trabalhar com o que gosto, mas me questiono sempre, se é isso. Continuar nesse caminho, ou buscar novos e desconhecidos? Até que ponto ter em torno de 200 a 300 alunos por semana é útil, prazeroso, confortante e promissor… será que eu farei sucesso como escritora? E se meu livro não deslanchar, vou continuar nessa carreira alternativa de profi de português?
Sou uma pessoa às avessas, à frente ou completamente atrás do meu tempo. Gosto de músicas velhas e antigas, muitas vezes até cafonas. Gosto de Óperas, teatro, figurinos, telas, arte sacra, arte rupestre, arte romana…
Quando olho um filme e adoro, vejo incansavelmente durante semanas, perdendo a conta, até enjoar e não paro de falar dele tão cedo. O mesmo com livros.
Os lugares que todos frequentam eu não gosto, não suporto. As festas que as pessoas vão me irritam… odeio os novos hits musicais!
As relações que as pessoas forçosamente traçam porque possuem interesses escusos me deixam profundamente decepcionada a tal ponto que tenho de sair de perto.
Amo ficar sozinha! Sozinha mesmo! Em casa. Durmo sempre mal, mas meu corpo já não reclama e se acostumou, pois percebeu que é nessas horas que crio.
Amo literatura homossexual, e não falo de contos eróticos, eu falo de literatura. Tenho vontade de criar nesse sentido, de ajudar sempre mais, tenho o coração totalmente afeiçoado com homens gays.
Sou apaixonadíssima pelo meu melhor amigo de infância. Mas de um jeito totalmente estranho, como se ele fosse o promissor, meu gigante dos mares e que não precisemos namorar nunca para que eu continue a amá-lo. Não sei amar daquele jeito que tanta gente ama!
Quando era pequena sempre queria ser uma feiticeira, ou uma vampira ou uma bruxa com poderes paranormais… talvez meu maior poder seja minha essência! A ânsia criadora de uma artista que nunca pára, que nunca deixa de pensar, que nunca estagna!
Mas nós, artistas, pagamos um preço alto por tudo isso! Muito alto! Sem nos conhecerem as pessoas nos julgam, nos julgando nos idolatram ou profanam, nos profanando nos levam ao êxtase ou a raiva oculta, enraivecidos criamos, criando muitas vezes coisas contra nós mesmos!
Peço aos deuses, sejam eles gregos, egípcios, celtas, pré-colombianos, etc… que me dêem força para seguir, para que eu desista somente se for necessário, para que eu me renda se realmente não tiver mais nada a ser feito, que eu pare de lutar depois de ter perdido TUDO!
Peço ao meu grande Deus, que me dê sentido, sabedoria e muita paciência. Se é que tudo isso tenha sentido, que eu encontre o meu em meio a este turbilhão de questionamentos em que me encontro. Que passe logo, ou se persistir que me leve à loucura total. Porque loucos, nos aproximamos da maior serenidade, que é o conhecimento de nós mesmos. Pessoas normais consequentemente se desconhecem!

cartas para não ler, para não rasgar

Começo aqui com frases do livro "Minhas Queridas" de Clarice Lispector, onde tem cartas dela trocadas com suas irmãs, livro que ganhei do meu querido amigo e colega Roberto, ou Roba de amigo secreto do Natal de dois anos atrás. Selecionei a seguinte carta: 

"Há pessoas que, quebradas de seu orgulho, nada mais têm. Eu sou horrivelmente difícil de se viver com. Mas não é por culpa minha, acredite. Eu bem que me controlo, mas sou tão sensível. A vida é longa… um pouco de solidão me fará bem. "

Eu, Nik, às vezes fico confusa sobre ser ou não difícil de viver. Meu ex namorado deve me achar horrivelmente e insuportavelmente horrível de viver, eu realmente fui no finalzinho com ele. Não consigo atuar na vida real. Sou tão transparente que às vezes dói e magoa as pessoas. Eu sei, e não consigo me segurar. Ainda e sempre! Fujo quando estou mal. Gosto da solidão, às vezes. Para criar, para dormir, ler, sentar, pensar bobagem… gosto mesmo da solidão!
O fato é que as pessoas não conseguem entender que, mesmo eu gostando de estar sozinha, de estar sem ninguém, isso não significa que eu não ame as pessoas.
Mas se eu fosse me modificar, não me transformaria numa mulher normal. Não mesmo! Sei que passo longe das mulheres normais. Ser mulher já é tão difícil. Talvez eu apenas me armasse menos: ando sempre munida de ideias, pensamentos nem sempre nobres, bobagens, tom sobre tom… iria querer ser mais sóbria de bons pensamentos.
Ando me reencontrando. Aos poucos!
Voltando a ser a Nik de sempre. A não estressada, a que acredita que tudo sempre dá certo no final, a divertida, a guerreira, a forte super fraca, a doida, a criativa, a pervetida.
Quando me acomete alguma dor, dor de espírito, me refugio em casa, choro, depois me olho no espelho para ver o rosto vermelho e começo a rir da minha própria dor. Insignificante!
Tenho sempre sonhos reveladores... me guio por eles. Presto atenção. Minha intuição agora está aguçada. Necessito voltar ao palco com algo que me faça mudar, crescer, revolucionar, transmutar… Anseios…
Pegando o gancho da Clarice lá em cima, se fosse trocar cartas com meus irmãos, acho que não daria um livro, falo pouco com eles, sinto que me jogaram de pára-quedas lá na minha família. Amo meus pais, como nunca amarei meus irmãos, como nunca me importaria com meus irmãos.
Mas é que prefiro ficar afastada. É meu jeito de amar: de longe…
Meu ex namorado simplesmente não suportou esse meu jeito e bem, não é difícil saber o fim. De tanto as pessoas me dizerem que sou insensível, e rude, acabo me tornando sensível a esse tipo de insulto. Não necessariamente como insulto, talvez apenas como características da minha gama de defeitos que, desculpem, eu não vou mudar. Sinto muito, mas eu me orgulho de mim mesma ainda assim!
Continuo levando! 
Tenho o guri dos meus sonhos, e que não preciso necessariamente namorar para saber que o amo. Nem sei se o amo assim, desse jeito que seria o normal de amar. Por que não me faz diferença se nossos corpos se tocam ou não. Já disse mil vezes que tenho uma visão diferente de amor e falo sério!
Mas para ele, talvez, minhas cartas fossem maiores! Seriam cartas, para não rasgar… talvez seriam pateticamente românticas, talvez seriam curtas e grossas, como sou às vezes, ou melhor, quase sempre…



Houston, we have a problem!

Nesses dias olhei Apollo 18, um filme novo aí que relata o Programa Apollo  de um jeito no mínimo… estranho. Mas enfim, acabei de lembrando de Apollo 13. Nossa, que saudade! Além de eu ser uma fãzinha incurável de projetos espaciais (principalmente do Apollo), e ainda por cima fazerem um filme tremendamente emocionante sobre, o meu amado Tom Hanks está no elenco.
Depois que eu assisti a esse filme (há muuuuito tempo atrás), fui procurar saber da verdade verdadeira. Li o livro do Lovell (um dia falo dele aqui), li a transcription das fitas de todos os 6 dias que eles passaram no espaço, comprei o filme, olhei o documentário, pesquisei as revistas da época e tudo mais, e passei a admirar essa gente toda por tudo o que passaram.
A partir daí passaram a ser minha tripulação favorita do Programa Apollo, pois foram mais triunfantes do que os que realmente conseguiram pisar na lua: Lutaram pela vida!
Isso aqui não é uma resenha do filme. Muito porque, iria soar estranho, o filme é de 1995. Mesmo assim é um dos meus filmes preferidos, talvez um dos poucos que eu chorei, e o melhor de aviação e espaço que eu já assisti. E esse filme, na realidade essa história toda tem muitas (muitas mesmo) lições!
Você já se perguntou alguma vez como é o outro lado da lua?
Lovell, Haise e Swigert são as únicas três pessoas da história que sabem disso.

Então, estamos em 1970 e três astronautas são escolhidos para voar para a lua, em uma missão de desvendar Fra Mauro, uma cratera de região rochosa e danificada. São eles Jim Lovell (comandante), Fred Haise (piloto de módulo lunar) e Jack Swigert (piloto de módulo de comando). Já os EUA são o país com maior poderio no âmbito espacial e talvez essa missão seja uma das mais importantes. Desbravar o outro lado da lua…
O Apollo 13 lançou-se ao céu às 13h 13min e 13s do dia 11 de abril, acoplou-se ao módulo lunar, e tudo corria perfeitamente bem dentro dos conformes. Até que no terceiro dia, na sexta feira dia 13, logo depois de Jack agitar os tanques de oxigênio, um barulho junto de um tremor foi ouvido. Algo estourou danificando o oxigênio e a variação da espaçonave. Lá se foi um pedaço do módulo de serviço. Levando os três a uma verdadeira saga para salvarem suas vidas.
Por algum motivo, que a ciência deve julgar lógico e que eu julgo divino, eles não machucaram-se, a nave não explodiu por completo, e eles ainda tinham a escassa chance de voltar para casa, entretanto o sonho de pisar na Lua morreu ali, frustrando os três astronautas.
Nós viemos passear aqui na Lua, mas não dá pra pousar. Vamos voltar para casa então?
Que simples seria…

Primeiro: já é bastante complicado você se encontrar em uma situação crítica aqui na Terra. Imagine estar a 130 mil quilômetros da Terra? Ou você quer viver, ou você quer viver! E vejam meus caros, que eles não desistiram de qualquer coisa. Eles tiveram que desistir da Lua.
A Lua era o sonho de Lovell desde que entrou para a NASA, e quando ele se dá conta de que não vão estar lá, de que o sonho acabou ele simplesmente larga um: “perdemos a Lua!” aos colegas. Inclusive, o nome do livro dele é Lost Moon: The Perilous Voyage of Apollo 13. Ele deu entrevistas dizendo que tinha chorado muito, e ficado triste demais depois. Eu o entendo.
Véi, se eu um dia perder as mãos, perder a oportunidade de escrever, ser impedida disso acho que morro. Nunca é fácil desistir de um sonho, de algo que amamos muito, que queremos muito. Afinal, somos todos egoístas. Mas um dia, a provação chega e você precisa decidir se quer viver, se quer continuar, ou se quer morrer e se doar por algo ou alguém que ame. Os meninos escolheram viver. Lovell é um grande astronauta mesmo!

Segundo: logo que acontece a explosão na nave, a gurizada não sabe bem o que está acontecendo. Portanto, se mostram tranqüilos e até mesmo frios, sem pânico ou desespero. Afinal, são astronautas. Homens acostumados a deixar o medo em Terra! Corajosos, heróicos, eles tinham o sangue frio mesmo e a desenvoltura necessária e por isso resistiram. Por serem homens machos mesmo. Freddo quase convulsionou de febre, mas quando questionado por Lovell disse que agüentaria quanto tempo fosse necessário. Eram fortes e destemidos, e passaram no teste. Eu admiro demais esses caras!

Terceiro: Não fizeram festa! Claro que eles ficaram felizes por retornarem para casa, mas não comemoraram. Afinal, perderam a Lua. Estamos falando de um sonho de anos, que normalmente se leva a vida toda estudando para conseguir. Eles voltaram frustrados. Autenticidade a deles! Felizes estamos por voltar para casa, mas não precisamos fazer um churrasco para comemorar. Sensatez a deles! Não é só porque ficaram mais famosos do que os que realmente pisaram na lua, tiveram uma história emocionante, viraram astros da TV que estariam de risinhos. Adoro isso nas pessoas.

Quarto: Houston, we have a problem! A primeira coisa que eles fizeram foi admitir. Pô, nós estamos encrencados, e temos problemas. A segunda foi imediatamente contatar a base em Houston. Só essas duas atitudes são mais do que suficientes para pensar… quantas vezes já enfrentamos uma crise, nos metemos em encrencas e permanecemos amuados tentando resolver tudo sozinho, muitas vezes, por orgulho bobo querendo se mostrar auto suficiente.
Na hora de um problema a melhor coisa é admitirmos que precisamos de ajuda, admitirmos que muitas vezes sozinhos não conseguimos. Deixar o orgulho de lado e poder dizer, eu tenho um problema aqui!
Imaginem os guris do Apollo 13 dizendo entre eles: “meu! Que problemão, nas nem vamos falar nada; combinado?” Imaginem a equipe da terra fazendo contato com eles: “como estão as coisas aí? vocês vão concluir a missão?” E eles no cúmulo do orgulho respondessem: “melhor impossível, se melhorar vira festa… quanto à missão, nem se preocupem. ESTÁ TUDO SOBRE CONTROLE!”
Eles morreriam asfixiados, a nave toda explodiria no espaço. Por vergonha, por orgulho… muitos de nós fazemos isso o tempo todo.
Todos da Apollo Thirteen voltaram para casa, vivos! Porque reconheceram a crise, pediram auxílio. Foram homens o suficiente para desistirem da lua, olharem para frente e dizerem: Estamos fodidos, precisamos de ajuda!

Falhar não é uma opção – Diz Gene Kranz, o diretor da missão que coordenou tudo direitinho daqui da Terra. Afinal, a vida de três astronautas estava em risco. Posso ver um sentido nisso tudo, usar essa frase é recomendável para qualquer situação difícil da sua vida. Falhar realmente não é uma opção, tente se ater a isso sempre, não se permita falhar, não se permita correr o risco de morrer no espaço. Nós como seres humanos, devemos ser exigentes conosco mesmos, devemos nos criticar muitas vezes, se orgulhar outras, devemos nos conhecer e não nos permitir falhar.

Não era qualquer probleminha: Quem lê pensa que foi fácil. Explodiu um pedaço da nave e eles só tiveram que voltar. Não! Eles voltaram na ameaça de morrerem por inúmeros motivos.
Desligaram toda a energia do Módulo de Comando (Odissey) para que este tivesse energia suficiente para reentrar na terra, isso fez da viagem de volta, um inverno intenso.
O Módulo Lunar (Aquarius), onde eles navegavam, suportava dois homens por dois dias. Ali estava suportando três por quatro dias.
O oxigênio estava vazando, um dos tanques explodiu, outro danificou-se. Sim, eles corriam o risco de ficar sem ar. E pior, poderiam ter morrido intoxicados com o próprio ar carbônico que saía dos pulmões. Este ar é fatal no espaço.
A água era escassa. Eles bebiam meio copo por dia, pois precisavam de água suficiente para refrigerar a nave. Sem contar que, uma goteira criou-se no módulo lunar. Quanta sorte!
Com o Módulo de Comando apagado, tiveram que corrigir rota de volta mais de quatro vezes. Sem falar que, as estrelas estavam inacessíveis pela quantidade de destroços expelidos pela nave anteriormente. Tiveram que mirar no sol, a única estrela acessível.
Com a nave totalmente avariada, era impossível saber se eles realmente retornariam em segurança. Com a explosão, a blindagem poderia estar fraca, e eles poderiam sim morrer torrados pela atmosfera terrestre, ou simplesmente espatifarem-se na Terra.
Passar por todos esses problemas, com uma porcentagem mínima de volta, só faz pensar que esses caras merecem respeito. Não só os tripulantes, mas o pessoal que trabalhou aqui na Terra. Como disse Gene Kranz, este foi o maior triunfo da NASA.


“Farewell Aquarius, and we thank you!” – Frase do Lovell assim que ejetaram o Aquarius para entrar na Terra. Uma das únicas vezes que se pôde ouvir emoção na voz dele.

P.s 1: O Programa Apollo é o nome de uma série de missões espaciais, destinadas à lua, e as reações terrestres dentro e fora da órbita. Apollo é o nome da nave, que saía da terra com os poderosos foguetes Saturno V.
P.s 2: Apollo 13 fez um puta sucesso nos cinemas, e eu recomendo o filme é MUITO emocionante.
P.s 3: O que está na transcription é um pouquinho diferente do que foi eternizado. Na realidade, o que aconteceu foi que Jack disse: “I believe we’ve had a problem here!” e quando Houston pediu a repetição, Lovell respondeu: “Houston, we’ve had a problem. We had a MAIN B BUS UNDERVOLT” confirmando que eles tinham um problema aparentemente de voltagem, e que estavam muito encrencados.
P.s 4: Módulo de Comando é a cabina em que ficam os astronautas nas naves Apollo. O Módulo de Serviço é acoplado a esse Módulo de Comando, mas é dispensado ainda no espaço em todas as missões. O Módulo Lunar é a base que se estabelece na lua, e que é descartada também. A única peça que reentra a atmosfera terrestre é o Módulo de Comando. Na situação do Apollo 13, tiveram de usar o Módulo Lunar, até o último momento, o descartando apenas em minutos de entrar na Terra.

Ah, sofre-se tanto

Sofre-se tanto por amor, por ódio, por amizade e por tudo.
Apenas sofre-se!
Não acredito que seja a vontade de Deus, acredito que apenas sofre-se para poder ser feliz. Ou talvez, dar valor a esta tal felicidade. Afinal, o que seria do prazer sem a dor?


A felicidade é extrema, mas também relativa. Ninguém pode ser feliz em todos os segundos de sua vida. Existem segundos alegres, ardentes, tristes também. E são eles que constroem nossos castelos.
Eu, pelo menos, não me arrependo de nada.
Eu não estou em momentos tão alegres ultimamente, e também nem tão tristes. Acho que exaustivos. Sempre com mil coisas na cabeça, é difícil você ver que seus 20 já estão por vir, que seu aniversário ta aí, que o ano passou depressa, que você perdeu um familiar que amava muito, que você ainda não se formou…
Quando me deparo com isso, eu fico tipo... Humpf!
É correto afirmar que eu sou meio sombria, mas não que eu seja triste. Eu estou em constante mutação, afinal. Eu sou feliz muitas vezes, mesmo que não pareça…
Muitas pessoas ficam por aí reclamando da vida, do namoro que não deu certo, do emprego e de tudo… sei lá, acho que essa gente não encontra a felicidade porque não quer, ou porque esperam demais.
Sabendo-se que não se pode ser feliz em todos os momentos, o bacana seria ser feliz ao extremo nestes momentos destinados a felicidade.

Para de catar tristeza, véi, para de se fazer de vítima!

Quanto a isso de amor, eu sou estranha.
Não consigo ver amor como algo tão banal a ponto de dizer “estou sofrendo por amor”, acredito sim que amor existe, acredito ainda que não apenas uma vez na vida, e acredito mais que não só em sentido passional. Ora, porque o amor não pode ser colorido?
Eu acredito em amor fraterno, acredito em amor materno/paterno, acredito em amor platônico e também em amor próprio. Porque para amarmos alguém precisamos aniquilar o que somos em função do outro? Isso não é amor, é burrice.

O amor verdadeiro, tendo a origem que tiver (mãe, pai, cachorro, Beatles, Messi), não negligencia, muito menos te obriga a deixar de ser quem é. Ele reconsidera! Sim, o amor verdadeiro ama assim, sem mudar. Afinal, se mudarmos a cada pessoa que amarmos, deixaríamos de ser alguém para quem nos ama sendo assim como somos. Portanto, é ilógico e não faz sentido!
O que acontece é que só o que eu vejo é isso: “meu amor, porque você me deixou” – “eu só sei sofrer por você” – “oh, como eu estou apaixonado(a)”. Nisso aí, eu só vejo gente desmerecendo o amor e comparando ele com paixão. Tá errado isso!
Sinto muito, meus caros, mas isso não se trata de amor. Amor, com certeza desperta altruísmo. Temos vontade de tudo por aquele ser que amamos (e repito, não precisa ser só um garoto ou garota, pode ser a mãe e o pai SIM!), mas altruísmo não quer dizer burrice. Nunca, deveríamos nos vender por outro alguém, o amor próprio necessita vir antes de qualquer outro amor!
John Lennon costumava dizer que All you need is love. E acho que ele não quis dizer que precisava ser conjugal, ou que precisava vir de outra pessoa. Por que o amor não pode vir de você mesmo? Por que amar você não pode ser mais importante do que amar outrem?
Para mim, alguém que trolla a si próprio por outro é no mínimo burro, ou de repente patético. Não, eu não vejo assim! Se o amor é generoso como Cristo pregou, porque não somos generosos com nós mesmos?
Sério, às vezes isso se assemelha a putice.


Não, é verdade mesmo.
Amor não é apenas conjugal, casal, homem, mulher, beijo, abraço, carinho, apego, separações e etc. Pow, amor é família, é Deus, é sagrado, (para quem não acredita em Deus, eles amam a ciência, portanto é o que eu digo).
O que quero dizer, com toda a franqueza, é que amor não é uma aprendizagem teórica. E que é legal você sentir isso pelo seu namorado, mas também pela sua mãe, pela sua banda favorita, pelo seu cachorro… sacas?
Não confundam o amor com paixonite, POR FAVOR, assemelhem o amor com Philia (saiba o que é aqui), aí sim vamos estar falando a mesma língua.

un café en Rosario

Havia passado toda a noite sem pregar o olho. Os ponteiros do relógio tinham pressa e a tormenta não cessava. Acendeu um pequeno, mas bonito, pedestal com seis velas colocado sobre a mesa e mirou o relógio.
08.25 am
Não assustou-se, mas ainda estava escuro e ele achou estranho.
Levantou-se e foi a uma das janelas. Contemplou o céu, que era cinza por conta da chuva. Pudera chegar a ver como as folhas das velhas e radiantes árvores caíam. Pensava nas folhas como pessoas, caíam sem mais, e se levavam pelo vento… quem sabe pra onde, ou eram esmagadas por alguém que caminhava.
Contemplou por um momento os paragüas negros dançando no compasso da chuva e algum que outro cachorro que passeava por ali. Dava um aspecto melancólico, porém real…
Voltou para a cama e pensou em sair. Foi um impulso, vestiu um casaco, um cachecol, boné e óculos escuros. Era a tentativa de não ser reconhecido que ele tinha meia certeza de que falharia. Abriu a porta. La estava Rosário, como nunca antes havia visto.
Começou a caminhar, se sentia só e se refugiou em seus próprios pensamentos. Parecia distante e nem ver o movimento ao redor. Parecia cansado, doente, talvez traumatizado. Algo em seus amendoados lindos olhos, dizia que seu deus interior estava caído.
Chegou a uma cafeteria, sentou-se em uma cadeira e pediu um café duplo. Quem lhe atendeu fora um homem mais velho, de barba por fazer, barriga avantajada e camisa alaranjada.
Era estranho se imaginar em um lugar como aquele. Justo ele que já fora chamado de pie de oro. Ele que foi o melhor de todos… poderia parecer uma conclusão escrota, mas ele gostava do café dali. Rosário parecia ter o melhor café de toda Argentina, quizá do mundo. E como ele estava ali, sem ao menos saber como chegara…
- ¿Yo no te conosco, chico? – O homem da cafeteria perguntou com o tom hostil de sempre. Argentinos quase nunca eram amáveis, ele era uma exceção.
- No… no señor.
- Suena familiar. Yo creo que te vi en el televisor. En el canal treze.
- No, no…
- ¿Como no? iCreo que era vos!
- Yo estoy… tengo que ir.
- iOye! Muchacho. iEs temprano!
- ¿Eres vos, no? El petiso de los campos.
- Estaré de vuelta…
Terminou e já havia pago, assim que decidiu regresar a casa. As músicas das ruas e docas era reggaetón mexicano, vez e outra cumba argentina, ou até sertanejo brasileiro. Seguia submergido em seus pensamentos, mas agora se sentia observado, sentía que alguém o acompanhava, mas não podia detectá-lo em lado algum.
Mas poderia ser demente. Assim era, e pensou mais uma vez que as ausências físicas jamais são capazes de impedir a recordação permanente. Chegou a sua casa e regressou a cama, mas desta vez não parecia só…
- iLeo! – Alguém chamava. – iLeo, despierta!
Abriu os olhos pausadamente para ver-se em outro lugar. Era o avião pousado e a equipe desembarcava. Só restavam uns três ali dentro, ele e seu companheiro espanhol.
- ¿Cuánto tiempo dormí?
- Dos horas… tal vez más.
- Estava teniendo um sueño extraño… - Arfou um pouco.
- ¿Estás bien, Leo?
- Sí, claro. Sólo me recordé de Rosario.
- Ah, si. Pero ahora estamos en Barcelona Leo, Barcelona.
O outro disse retirando-se do avião. Ele, ficou ali por alguns instantes. A volta para casa ficara apenas no sonho, e no coração.

nadie puede y nadie debe 
vivir, vivir sín amor...
                     Fito Páez ~



I'm so sorry

Meus dizeres são intensos. Talvez por isso eu tenha o dom de emocionar as pessoas. Eu sei que sou rude, sou fria, sou ruim… mas acreditem, eu posso ser muito insana quando eu quero. Posso ser irreal, perfeita, magnífica! Mas eu aprendi que não quero ser nada além do que eu mesma. A Nik! Respeito a mim mesma e as minhas escolhas. Eu sou a pessoa mais importante na minha vida, e é assim que deve ser sempre!
Eu sinto muito!
Meu lado alucinógeno já foi auto destrutivo, incontrolável, imaleável… graças a Deus eu tenho uma força sobrenatural dentro de mim que me ajuda a lutar contra meus terríveis demônios. Na verdade, diante de tanta loucura, ainda não sei como sobrevivi.
Frequentei muito psiquiatra, tomei muitos remédios para dormir... mas o que realmente me salvou foi o amor. Primeio, The Beatles. A banda que me ensinou a ser feliz da maneira que eu sou. Sem ter de provar nada a ninguém. E depois, a literatura, que foi para isso que eu nasci!
Se por um momento eu pensei em me jogar, foi lembrar disso, do meu eu lírico, da minha ciência, da minha insana e fervorosa paixão por Shakespeare e Camões para imediatamente desistir! Os amo terrivelmente, como amo a literatura e a arte, como amo Chaplin de uma maneira que nem Ledger consegui amar!
Eu sinto muito!
As pessoas normalmente dizem que eu sou louca, não entendem e muito menos compreendem. Acham que eu sonho alto demais, que acho que vou viver para sempre. Graças J.M. Barrie por ter criado Peter Pan! Mas se quiserem alguém real, eu lhe mostro quem disse: Lutam melhor os que tem belos sonhos! – Guevara, sempre!
Eu sinto meu futuro alto, sinto ele adiante, avante. Não sei como, mas sinto! E isso não é problema da minha esquizofrenia. Se fosse, eu já teria me matado, acreditem!
Literatura, eu a amo como minha fonte de vida, como cada pedaço do mosaico bonito que meus olhos querem ver. O que me dá mais coragem em cada dia de minha vida. Eu sou uma coitada, de uma morta de fome, de uma mal amada que têm um blog e que sonha, e vê seu futuro lá em cima.
Eu sinto muito!
Sinto porque, não sei ser vadia, nem besta. Não consigo não ter problemas, não consigo fazer as pessoas gostarem de mim. Eu só consigo ver, enxergar além dos olhos, buscar, querer, perseguir, historiar. Eu só consigo hablar do amor platônico e talvez erótico por Lionel Messi, nunca para alguém que conheci de perto, porque não consigo amar deste jeito quem está por perto, porque só sei amar de longe, porque afasto quem amo normalmente. Este é o meu jeito de amar!
Porque Philia não é amor, é Philia!
Eu só consigo gostar de artes rupestres, só consigo curtir rock n' roll, só consigo repudiar o país que vivo, só consigo ser franca sempre, não sei falsear, não sei agradar, não sei fazer amigos!

Honestamente, eu não sinto muito!
Porque eu tenho orgulho de mim mesma sim! Apesar de tudo, de todos os meus erros, exageros e tropeços, eu tenho esperança e provavelmente morrerei assim. Fiel e leal a todas as minhas certezas e escolhas! 
Porque de boa, eu não sou tão ruim.

I want the truth!

But you can't handle the truth!!!
Questão de Honra (Filme)

O que é real de fato? A verdade! Em qualquer época da história homens guerrilharam por falta dela e outros mentiram por ela. Mas não temos histórico daqueles que nessas lutas, deram sua própria vida por ela. São pouco, raros. Sabemos de muitos heróis que "empunharam bandeiras" em nome de outros, mas não pela sua verdade. Pela sua própria verdade.
Verdade é agir com justeza, exatidão, ter boa fé. Convenhamos que não é algo que ache fácil nas pessoas hoje em dia, se tem ou não. Talvez até se adquira com o passar dos anos, mas não sejamos tolos, ninguém consegue ser verdadeiro sempre. 
Às vezes escondemos a verdade de nossos amigos, achando que assim estamos protegendo-os, outras vezes escondemos a verdade de nossos amantes, com o medo de perdê-los para sempre se souberem realmente "tudo". Em outros momentos escondemos a verdade aos nossos empregadores em nossos trabalhos, engolimos nossas vontades para satisfazer o outro. Agora, quando escondemos a verdade de nós mesmos, aí sim, perdemos o senso da realidade e nos entregamos à frágil ideia de que "não, não pode ser..."
Sejamos honestos! Amigos vem e vão, amores vem e vão, empregos vem e vão, nós sempre ficamos. Nós e nossos princípios, nós e nossas verdades.
Se não fosse assim, não entraríamos neste mundo e sairíamos sozinho. Deve haver algum ensinamento para isso. Quando sofremos ou somos colocados à prova nos damos conta das nossas verdades. Será que temos que sempre passar pelo "pior" para enxergar isso? 
Quantas pessoas assumem a "verdade" dos outros hoje em dia? Quantas pessoas proferem frases feitas e discursos elaborados de pessoas que elas nem conhecem ou mal estudaram? Quantas pessoas mentem, roubam, excluem, deixam de lado, falsificam, por uma verdade que nunca foi deles.
Autenticidade meus caros, é uma característica que está quase em extinção nos dias de hoje. Tenho presenciado pessoas que passam a agir de "tal forma" em função de outras, que tem na cabeceira a filosofia do fulano que acreditou no ciclano e tudo não passa de uma grande faz-de-conta poético verborrágico.
O que é verdade realmente? O que nós sentimos, o que faz nossas pernas tremerem, o que acelera nosso coração quando pensamos, o que nos deixa aliviados e tranquilos quando agimos com ela, a verdade.
Dizem que ela mais cedo ou mais tarde "aparece"! Acho isso quase errôneo, algo não pode aparecer do nada, pela lógica, nunca deixou de existir, de atuar...
Como vivemos num mundo podre,  quando digo podre, é podre de valores, de arrogâncias jogadas no espelho, de mentiras que atuam como verdades pessoais até que se prove o contrário, de gente que ontem vivia ao seu lado que hoje anda na sua frente fingindo que nunca te viu, temos que aplaudir de pé quando aparecem seres humanos que possuem a grandeza, a nobreza, a elegância (sim porque ser verdadeiro é também elegante) de serem verdadeiros.
Ser verdadeiro é não ser alheio ao mundo, é não ser alheio de si mesmo, é lutar pelos seus valores mesmo que todos digam que é ultrapassado, é jamais ser vil, mesquinho, arrogante, medíocre, hipócrita, cínico, falso e interesseiro. Ser verdadeiro é ser você com toda sua gama de defeitos e assumi-los também como verdade genuína de você! Esta é sua verdade! Este é quem você realmente é!

Philia

Segunda-feira, na aula de história, conversamos os princípios da filosofia e algumas expressões. Sócrates, Platão e Aristóteles (meu filósofo favorito, e um dos meus ídolos, claro). E do último, eu li uma expressão tão peculiar, bonita, tão rara e que tem tudo a ver comigo. Não que eu seja um antro de amor e paixão infernais. Mas Philia se encaixa perfeitamente em mim.
Philia é uma expressão grega de Aristóteles, o vingativo filósofo que acreditava na paz e no amor, mas pouco acreditava no homem. Para ele, a humanidade precisava de Philia, e viver deste modo. O que quer dizer vulgarmente amor. Mas não é este simples amor. Significa altruísmo, generosidade e total entrega.
Quem pratica a Philia, ou este tipo de amor se entrega totalmente a relação. Seja ela amorosa, familiar ou amistosa. A felicidade e o bem-estar do outro está sempre antes do próprio interesse. Mas ainda assim, vai muito além do natural bem-querer. É um amor absurdo, incondicional e muito verdadeiro. Tão intenso que pode inclusive, desencadear sacrifícios. O amante pode vir a se afastar se por um acaso acreditar que o ser amado será feliz de outra forma ou com outra pessoa. É visto por muitos como uma forma incondicional de amar.

Pode-se dizer por aí, que eu pratico o estilo de amor Philia.
Eu sou pateticamente doente por uma pessoa.
Sem exagerar, eu tenho prazeres quase sexuais só por me lembrar deste alguém. Mas não que eu seja apaixonada por ele. Confuso? Sim, é. Mas não estou mentindo. Não é paixão ou desejo, absolutamente nada a ver com erotismo. Talvez seja patético mesmo!
Mas vocês acham que eu consigo controlar isso? Claro que não! É infernal, é fervente como a lava de um vulcão pronto pra entrar em erupção. Já nem tenho controle, e pra mim é tão normal sofrer por ele. Ah, isso já é uma rotina.

Acho que perdi a conta de quanto eu senti ódio de mim mesma por amar alguém. Talvez até entendam, mas ninguém nunca vai ser capaz de compreender o quanto isso é sinistro. Só ele – e apenas ele – fez do mundo um lugar bonito para mim, me ensinou a amar, a viver, a sonhar e a voar. Me deu força quando eu precisei, me fez ter fé, me fez acreditar na paz, em Deus. Fez de mim alguém melhor!
Porque todo esse amor, todo esse... sei lá o que, que eu sinto por ele me faz ser alguém melhor. Sinto, que por ele eu morreria, me sacrificaria, eu… sei lá!

Quanto eu gosto dele? É um jeito peculiar de gostar de alguém.
Se eu tiver só um rim e ele precisar de um, dou o meu sorrindo.
Se ele matar alguém, eu escondo o corpo, não faço perguntas e me entrego a polícia.


And I wish you would love me this way...

Hesíodo




"Aquele que é o amor, o mais belo entre os imortais, que tira a força dos membros:
 aquele que, em todos os deuses, em todos os seres mortais, 
sobrepuja a inteligência em seus peitos e todos os seus planos retalhados." 

aprendi a ser indiferente, talvez

Chega a ser estranho como consigo me irritar em intervalos tão curtos de tempo… é sinistro o jeito como acontece. Em como estou bem, e de repente me vejo no inferno e nem consigo mais olhar minha própria cara no espelho!
Discrimino aqui uma crítica a mim mesma, a minha burrice e demência, mas isso deve ser da minha natureza. Sim, eu devo ser uma mula, uma anta, uma tola miserável. Ah, Guevara, queria eu ser como você. Porque desta vez, não fui eu que errei.
O pesadelo?
Ainda bem que eu acordei dele e agora vejo tudo de forma mais clara e menos úmida. Não estou preocupada com traição, my friend, mas sim com incertezas, e palavras não ditas, repetidas, oprimidas. Falo da insistência em me espezinhar, em mexer com quem amo, com o que creio, e com o que amo.
Falo ainda, da petulância de sentir-se ofendida. Lembre-se sempre de uma coisa: Nunca é bom me ter como inimiga, por isso quando revira minhas tripas, não espera que eu seja justa.
E eu fico aqui tentando, inutilmente, salvar a nossa vida. Que tolice a minha!

Às vezes eu ainda acho que não sei nada sobre mim, de verdade, comigo é tudo uma surpresa. Para as coisas boas e principalmente as ruins. Você não gosta quando eu fico remoendo minhas feridas, mas esquece que volta e meia é em mim que elas sangram. Não é justo que você queira que eu esqueça. Sendo que volta e meia cutuca as mesmas feridas e as faz sangrar outra vez.

Hoje, senti vontade em apenas te despejar tudo o que eu queria dizer e estou sentindo. Mas você me odiaria demais pela minha infeliz sinceridade. Então desisti e pisei em cima dos cascalhos de forma fria... Tudo bem!

Nada como agir uma vez na vida, com indiferença…

memórias póstumas

Hei!
Consegue me ouvir?

...

Acho que não! Acho que você já deve ter me esquecido não é mesmo?
Sempre que te olho daqui de cima, consigo ver um sorriso nos seus olhos.
Mas que bom que você é feliz.

Eu sei que te magoei demais. Na verdade, eu não tive oportunidade de te dizer tudo o que eu queria. Eu juro que eu ia consertar tudo, eu juro!
Mas não deu tempo...

Sabe, que nem doeu. Todo mundo ficou chorando por mim... Mas eu me libertei, encontrei minha família, meus amigos. Eu senti falta deles. Eu e eles passamos algum tempo conversando. Mas aqui não é permitido fumar...
Que pena!

Honestamente, nunca achei que viria para cá. Mas acho que de alguma forma eu fiz bem p'ras pessoas. Expirei algumas guerras com algumas de minhas palavras. Queria mesmo acabar com a guerra entre nós dois.
Mas não deu tempo!

...

Hei!
E se tudo pudesse ser diferente?
E se eu não fosse tão infantil e estúpido?
E se eu tivesse tempo para dizer tudo...
E se eu assumisse que você sempre foi o melhor dentre nós dois?
E se eu não ficasse maluco?
E se eu enxergasse que ficar ao seu lado era tudo o que eu queria?
E se...

...

E se eu apenas dissesse que te amo?

...


Não ouviu...
E se eu pedisse?
Olhe para o céu e lembre-se de mim assim.
Eu vou estar aqui me perguntando e questionando.
E se...
Sempre vou me culpar por não saber o que poderíamos ter sido.
Talvez fossemos mesmo invencíveis juntos.
Éramos amigos.
Cumplices.
Amantes.
E se...

Eu posso te ver, mas você nem sabe.
O que posso fazer é apenas te seguir...
Meu amor vai te acompanhar para sempre, certo?
Vou cuidar de você.
Certo.