Eu não assisto TV. Bem, às vezes... Ontem eu assisti, me arrepiei e quase chorei.
Por descuido, prestei atenção em uma propaganda de um canal da SKY. Eles falavam de um grande homem, que mudou o mundo, que reverberou... aparecia Mahatma Gandhi, em seu estilo low profile indiano, como sempre vimos. A maioria das pessoas apostaria que falavam dele, mas ao seu lado, estava um senhor. De olhos verdes, cara lisa, e cabelos brancos. Eu o reconhecia: Era Chaplin.
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ele
Como completo hoje meus 103 anos, decidi varrer minha vida. Sabe, tirar o pó, esvaziar as gavetas, queimar os arquivos e chamar o padre para a unção final. Não por nada, mas acho que posso entrar em óbito a qualquer momento. Não por nada, mas eu não acharia ruim. Só que… eu queria falar dele. Meio que ele, é importante página no livro de minha vida. E digamos que tirando o prefácio e o epílogo, ele esteja em todos os outros capítulos, sem nem perceber. Não tem nada a ver com romance, nem jóias e Titanic, só tem a ver com ele.
Ele era breve e pouco insano, açúcar alto no sangue e depressão corrente em cada linfócito.
Ele tinha os olhos tristes também.
Ele tinha classe de vagabundo, mas quem teria moral para destratar?
Ele roubava as córneas alheias e delas fazia um coração.
Ele também tinha um coração, de vida latente, sangue pulsante e vontade eterna. Ele tinha um coração esquecido, que nunca alguém foi capaz de conhecer.
Ele era Chaplin e mais nada necessito dizer.
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A Arte é usada constantemente de forma errônea, há muitos que se dizem artistas, mas poucos que realmente criam!
infinito caos
Em meio ao caos e a desordem do mundo, em meio às lutas diárias seja para pagar uma conta ou simplesmente ter tempo para tomar um banho, vive-se! Derradeiramente e burlescamente! Vive-se da pior forma possível! Nossos ancestrais envergonhar-se-iam do cotidiano que criamos e pobre de nós, seres humanos, achamos que somos seres muito melhores, na escala evolutiva.
Passamos o tempo em função do relógio, brigamos por causas perdidas, amamos por tão pouco e sofremos tanto que não sabemos onde isso tudo começou. Fingimos que temos o controle das situações quando não sabemos o que fazer, como fazer e onde fazer… tolos!
Dormimos mal, quando dormimos! Pouco nos irrita e perdemos a crença em quase tudo. Nossos sonhos, outrora brilhantes, apagaram-se por completo e nem lembramos quando foi que isso aconteceu. Imitamos formas, recriamos carmas, emitimos ruídos, exalamos aparência. Elitizamos a carne e destroçamos a essência. Verdades... ah quanto tempo, não falamos algumas ou recebemos...e quando elas aparecem tornam-se chagas! Doem!
Ainda acredito no ser humano, como ser incompleto, pequeno, dilacerado pela tecnologia que rasga seu tempo, joga fora eu diria! Acredito no ser impuro, incoerente, aquele que enfia os pés pelas mãos, os politicamente incorretos, os imaturos, os adolescentes (adoro a rebeldia), os sem teses, os sem mestres, os que não sabem o que são, os que sabem o que buscam, mas vivem calmamente...
A vida! Sempre me pergunto por que me deixaram aqui neste planetinha confuso, doido, onde tudo gira ao contrário, o que faz sucesso me incomoda, os poderosos roubam, os astros envolvidos em escândalos são capas enquanto os talentosos ralam diariamente. É moda ser caridoso, é moda trair, tudo é moda, mas ninguém sabe defini-la.
Mas será que me deixaram ou escolhi, eu mesma, aportar aqui... enquanto não acho respostas, enquanto meus sonhos me revelam tanto mas me confundem, faço arte, porque ela não se acaba, ela fica suspensa, seja num quadro na parede, seja ao som de uma boa música. Na epiderme.
Meu leme ainda segue este rumo... talvez por pouco tempo, ou muito. Mas ainda quero muito, quero realizar algumas coisas que me faltam realizar. Tenho tentado ser mais complacente e diplomática em alguns aspectos. Falho sempre! Mas tento! Tento fechar a boca quando ela disseca situações e não se cala. E que boca! Não me peçam conselhos, falo sempre o que as pessoas odeiam ouvir. Não se se aproximem só quando precisam, eu sempre sei disso, e cansei de ser boazinha. Virada de jogo! Virada de mesa! Cheque mate!
Não falem de mim se não conviverem comigo mais de 5 horas por dia, nem meus amigos mais chegados me conhecem verdadeiramente. Deixem-me quando quero ficar só, me escutem quando escrevo um texto novo, riam quando eu falar bobagem. Aproveitem-me mais, como um corpo pronto para autópsia. Tirem de mim o que puderem, mas relacionado somente a conhecimento. Deletem-me se não for para isso. Se me amarem que seja por COMPLETO! Não tolero meio termo, não tolero a indecisão, não tolero a indiferença, não tolero a falta de atitude!
Egoísmo? Não! Cansei do fútil, do pobre de espírito, do fofoqueiro, do aproveitador, dos cínicos, dos falsos, dos invejosos quero distância absoluta, cansei dos fracos, dos reprimidos, dos tímidos, dos sem noção, cansei de mim, da vidinha, da falta de vidinha, da vidinha calma. MOVIMENTO!
Já não participo dos movimentos que não acredito, não me venham falar em todo, o "todo" não existe, existe eu, você, nós dois, três, quatro, mas sempre divergindo em opinião. Como bons e maus seres humanos que somos!
Saudade da távola redonda, saudade dos cavalheiros de verdade, saudade das guerras por causas justas e nobres, saudades das sábias bruxas, saudades dos séculos passados, das vidas passadas!
E seguimos! Como diria Jacinto Benavante;
"Pensar em fazer grandes coisas é pretexto para não fazer as pequenas."
I'm so sorry
Meus dizeres são intensos. Talvez por isso eu tenha o dom de emocionar as pessoas. Eu sei que sou rude, sou fria, sou ruim… mas acreditem, eu posso ser muito insana quando eu quero. Posso ser irreal, perfeita, magnífica! Mas eu aprendi que não quero ser nada além do que eu mesma. A Nik! Respeito a mim mesma e as minhas escolhas. Eu sou a pessoa mais importante na minha vida, e é assim que deve ser sempre!
Eu sinto muito!
Meu lado alucinógeno já foi auto destrutivo, incontrolável, imaleável… graças a Deus eu tenho uma força sobrenatural dentro de mim que me ajuda a lutar contra meus terríveis demônios. Na verdade, diante de tanta loucura, ainda não sei como sobrevivi.
Frequentei muito psiquiatra, tomei muitos remédios para dormir... mas o que realmente me salvou foi o amor. Primeio, The Beatles. A banda que me ensinou a ser feliz da maneira que eu sou. Sem ter de provar nada a ninguém. E depois, a literatura, que foi para isso que eu nasci!
Se por um momento eu pensei em me jogar, foi lembrar disso, do meu eu lírico, da minha ciência, da minha insana e fervorosa paixão por Shakespeare e Camões para imediatamente desistir! Os amo terrivelmente, como amo a literatura e a arte, como amo Chaplin de uma maneira que nem Ledger consegui amar!
Eu sinto muito!
As pessoas normalmente dizem que eu sou louca, não entendem e muito menos compreendem. Acham que eu sonho alto demais, que acho que vou viver para sempre. Graças J.M. Barrie por ter criado Peter Pan! Mas se quiserem alguém real, eu lhe mostro quem disse: Lutam melhor os que tem belos sonhos! – Guevara, sempre!
Eu sinto meu futuro alto, sinto ele adiante, avante. Não sei como, mas sinto! E isso não é problema da minha esquizofrenia. Se fosse, eu já teria me matado, acreditem!
Literatura, eu a amo como minha fonte de vida, como cada pedaço do mosaico bonito que meus olhos querem ver. O que me dá mais coragem em cada dia de minha vida. Eu sou uma coitada, de uma morta de fome, de uma mal amada que têm um blog e que sonha, e vê seu futuro lá em cima.
Eu sinto muito!
Sinto porque, não sei ser vadia, nem besta. Não consigo não ter problemas, não consigo fazer as pessoas gostarem de mim. Eu só consigo ver, enxergar além dos olhos, buscar, querer, perseguir, historiar. Eu só consigo hablar do amor platônico e talvez erótico por Lionel Messi, nunca para alguém que conheci de perto, porque não consigo amar deste jeito quem está por perto, porque só sei amar de longe, porque afasto quem amo normalmente. Este é o meu jeito de amar!
Porque Philia não é amor, é Philia!
Eu só consigo gostar de artes rupestres, só consigo curtir rock n' roll, só consigo repudiar o país que vivo, só consigo ser franca sempre, não sei falsear, não sei agradar, não sei fazer amigos!
Honestamente, eu não sinto muito!
Porque eu tenho orgulho de mim mesma sim! Apesar de tudo, de todos os meus erros, exageros e tropeços, eu tenho esperança e provavelmente morrerei assim. Fiel e leal a todas as minhas certezas e escolhas!
Porque de boa, eu não sou tão ruim.
essais
Aliéné,
Aristóteles,
beloved idols,
Camões,
Chaplin,
Che Guevara,
Filosofia,
Fuck it all,
heath ledger ♥,
J. M. Barrie,
Peter Pan,
Philia,
The Beatles,
Will Shakespeare
Mas os mais importantes com certeza estiveram ao meu alcance. Tive belos sonhos sozinho e eles me fizeram realmente feliz. Eles ainda me fazem. E hoje eu me lembro que sempre que os realizei, nunca planejei...
Talvez a vida seja mesmo uma caixinha de surpresas e você nunca saiba o que vai ser. Ou talvez, tenha olhos diversificados para o que queremos e o que temos medo de fazer.
Eu agora não quero nada pela metade.
Quero palco e plateia, figurino e personagem, texto e intenção.
Mas querer não basta, é preciso ir pegar o que é seu. Para pegar precisa andar, dar os primeiros passos.
Já comecei a andar mais rápido, cansei da lentidão do tempo perdido, das palavras mortas nas bocas, dos não amigos. Minha sanidade dramaturga voltou e eu retomo aquilo que mais sei fazer: Sonhar!
haverá um dia em que você não haverá de ser feliz.
sem tirar o ar, sem se mexer, sem desejar como antes sempre quis.
você vai rir, sem perceber, felicidade é só questão de ser
...
melhor viver meu bem, pois há um lugar
em que o sol brilha pra você
chorar, sorrir também e depois dançar
na chuva quando a chuva vem...
Marcelo Jeneci ~
dernier'
O passado faz parte do presente. Quer queiramos, quer não. O problema é admitir isso, mas faz. Lidamos com o passado a qualquer momento da nossa vida, pois sem passado não haveria presente nem futuro.
Ninguém disse que é bom ou ruim - há coisas maravilhosas pra lembrar, outras trazem tristeza.
Quando estamos no convívio com amigos ou conhecidos, podemos usar o passado para referir o que aprendemos e o que sabemos, também para dar risadas, recordar de certas coisas. O passado faz crescer e saber de certo modo.
Mas também temos aquelas situações em que o passado aparece e permanece quando queremos não recordá-lo. Acontece quando alguém vive uma experiência em que conhecemos em primeira mão, às vezes, secretamente, e tentamos ajudar com aquilo que aprendemos.
Custa sempre!
Me aconteceu isto hoje mesmo. O passado me apareceu de frente e eu empaquei diante dele. Não falo em passado que se encontra bem presente ou passado vulgar; falo em passado invulgar e traumatizante. Custa sempre, como eu disse, mas tem que saber lidar com estes casos. Não vão parar de acontecer, sempre podemos ajudar alguém de algum jeito.
Eu soube, durante o dia inteiro. Mas a noite chegou e eu... Nem consigo me conter.
Thank's Chaplin
Obrigado Chaplin, só obrigado.
Se não fosse por este, nenhuma alma amante da arte e do teatro (como eu) seria feliz e teria seu lugar para divagar. Graças a ele, eu tenho dois cursos de teatro, tenho o lugar na acadêmia, e o espaço onde me encontrar. Obrigado, Chaplin, por salvar os loucos como nós.
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