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Houston, we have a problem!

Nesses dias olhei Apollo 18, um filme novo aí que relata o Programa Apollo  de um jeito no mínimo… estranho. Mas enfim, acabei de lembrando de Apollo 13. Nossa, que saudade! Além de eu ser uma fãzinha incurável de projetos espaciais (principalmente do Apollo), e ainda por cima fazerem um filme tremendamente emocionante sobre, o meu amado Tom Hanks está no elenco.
Depois que eu assisti a esse filme (há muuuuito tempo atrás), fui procurar saber da verdade verdadeira. Li o livro do Lovell (um dia falo dele aqui), li a transcription das fitas de todos os 6 dias que eles passaram no espaço, comprei o filme, olhei o documentário, pesquisei as revistas da época e tudo mais, e passei a admirar essa gente toda por tudo o que passaram.
A partir daí passaram a ser minha tripulação favorita do Programa Apollo, pois foram mais triunfantes do que os que realmente conseguiram pisar na lua: Lutaram pela vida!
Isso aqui não é uma resenha do filme. Muito porque, iria soar estranho, o filme é de 1995. Mesmo assim é um dos meus filmes preferidos, talvez um dos poucos que eu chorei, e o melhor de aviação e espaço que eu já assisti. E esse filme, na realidade essa história toda tem muitas (muitas mesmo) lições!
Você já se perguntou alguma vez como é o outro lado da lua?
Lovell, Haise e Swigert são as únicas três pessoas da história que sabem disso.

Então, estamos em 1970 e três astronautas são escolhidos para voar para a lua, em uma missão de desvendar Fra Mauro, uma cratera de região rochosa e danificada. São eles Jim Lovell (comandante), Fred Haise (piloto de módulo lunar) e Jack Swigert (piloto de módulo de comando). Já os EUA são o país com maior poderio no âmbito espacial e talvez essa missão seja uma das mais importantes. Desbravar o outro lado da lua…
O Apollo 13 lançou-se ao céu às 13h 13min e 13s do dia 11 de abril, acoplou-se ao módulo lunar, e tudo corria perfeitamente bem dentro dos conformes. Até que no terceiro dia, na sexta feira dia 13, logo depois de Jack agitar os tanques de oxigênio, um barulho junto de um tremor foi ouvido. Algo estourou danificando o oxigênio e a variação da espaçonave. Lá se foi um pedaço do módulo de serviço. Levando os três a uma verdadeira saga para salvarem suas vidas.
Por algum motivo, que a ciência deve julgar lógico e que eu julgo divino, eles não machucaram-se, a nave não explodiu por completo, e eles ainda tinham a escassa chance de voltar para casa, entretanto o sonho de pisar na Lua morreu ali, frustrando os três astronautas.
Nós viemos passear aqui na Lua, mas não dá pra pousar. Vamos voltar para casa então?
Que simples seria…

Primeiro: já é bastante complicado você se encontrar em uma situação crítica aqui na Terra. Imagine estar a 130 mil quilômetros da Terra? Ou você quer viver, ou você quer viver! E vejam meus caros, que eles não desistiram de qualquer coisa. Eles tiveram que desistir da Lua.
A Lua era o sonho de Lovell desde que entrou para a NASA, e quando ele se dá conta de que não vão estar lá, de que o sonho acabou ele simplesmente larga um: “perdemos a Lua!” aos colegas. Inclusive, o nome do livro dele é Lost Moon: The Perilous Voyage of Apollo 13. Ele deu entrevistas dizendo que tinha chorado muito, e ficado triste demais depois. Eu o entendo.
Véi, se eu um dia perder as mãos, perder a oportunidade de escrever, ser impedida disso acho que morro. Nunca é fácil desistir de um sonho, de algo que amamos muito, que queremos muito. Afinal, somos todos egoístas. Mas um dia, a provação chega e você precisa decidir se quer viver, se quer continuar, ou se quer morrer e se doar por algo ou alguém que ame. Os meninos escolheram viver. Lovell é um grande astronauta mesmo!

Segundo: logo que acontece a explosão na nave, a gurizada não sabe bem o que está acontecendo. Portanto, se mostram tranqüilos e até mesmo frios, sem pânico ou desespero. Afinal, são astronautas. Homens acostumados a deixar o medo em Terra! Corajosos, heróicos, eles tinham o sangue frio mesmo e a desenvoltura necessária e por isso resistiram. Por serem homens machos mesmo. Freddo quase convulsionou de febre, mas quando questionado por Lovell disse que agüentaria quanto tempo fosse necessário. Eram fortes e destemidos, e passaram no teste. Eu admiro demais esses caras!

Terceiro: Não fizeram festa! Claro que eles ficaram felizes por retornarem para casa, mas não comemoraram. Afinal, perderam a Lua. Estamos falando de um sonho de anos, que normalmente se leva a vida toda estudando para conseguir. Eles voltaram frustrados. Autenticidade a deles! Felizes estamos por voltar para casa, mas não precisamos fazer um churrasco para comemorar. Sensatez a deles! Não é só porque ficaram mais famosos do que os que realmente pisaram na lua, tiveram uma história emocionante, viraram astros da TV que estariam de risinhos. Adoro isso nas pessoas.

Quarto: Houston, we have a problem! A primeira coisa que eles fizeram foi admitir. Pô, nós estamos encrencados, e temos problemas. A segunda foi imediatamente contatar a base em Houston. Só essas duas atitudes são mais do que suficientes para pensar… quantas vezes já enfrentamos uma crise, nos metemos em encrencas e permanecemos amuados tentando resolver tudo sozinho, muitas vezes, por orgulho bobo querendo se mostrar auto suficiente.
Na hora de um problema a melhor coisa é admitirmos que precisamos de ajuda, admitirmos que muitas vezes sozinhos não conseguimos. Deixar o orgulho de lado e poder dizer, eu tenho um problema aqui!
Imaginem os guris do Apollo 13 dizendo entre eles: “meu! Que problemão, nas nem vamos falar nada; combinado?” Imaginem a equipe da terra fazendo contato com eles: “como estão as coisas aí? vocês vão concluir a missão?” E eles no cúmulo do orgulho respondessem: “melhor impossível, se melhorar vira festa… quanto à missão, nem se preocupem. ESTÁ TUDO SOBRE CONTROLE!”
Eles morreriam asfixiados, a nave toda explodiria no espaço. Por vergonha, por orgulho… muitos de nós fazemos isso o tempo todo.
Todos da Apollo Thirteen voltaram para casa, vivos! Porque reconheceram a crise, pediram auxílio. Foram homens o suficiente para desistirem da lua, olharem para frente e dizerem: Estamos fodidos, precisamos de ajuda!

Falhar não é uma opção – Diz Gene Kranz, o diretor da missão que coordenou tudo direitinho daqui da Terra. Afinal, a vida de três astronautas estava em risco. Posso ver um sentido nisso tudo, usar essa frase é recomendável para qualquer situação difícil da sua vida. Falhar realmente não é uma opção, tente se ater a isso sempre, não se permita falhar, não se permita correr o risco de morrer no espaço. Nós como seres humanos, devemos ser exigentes conosco mesmos, devemos nos criticar muitas vezes, se orgulhar outras, devemos nos conhecer e não nos permitir falhar.

Não era qualquer probleminha: Quem lê pensa que foi fácil. Explodiu um pedaço da nave e eles só tiveram que voltar. Não! Eles voltaram na ameaça de morrerem por inúmeros motivos.
Desligaram toda a energia do Módulo de Comando (Odissey) para que este tivesse energia suficiente para reentrar na terra, isso fez da viagem de volta, um inverno intenso.
O Módulo Lunar (Aquarius), onde eles navegavam, suportava dois homens por dois dias. Ali estava suportando três por quatro dias.
O oxigênio estava vazando, um dos tanques explodiu, outro danificou-se. Sim, eles corriam o risco de ficar sem ar. E pior, poderiam ter morrido intoxicados com o próprio ar carbônico que saía dos pulmões. Este ar é fatal no espaço.
A água era escassa. Eles bebiam meio copo por dia, pois precisavam de água suficiente para refrigerar a nave. Sem contar que, uma goteira criou-se no módulo lunar. Quanta sorte!
Com o Módulo de Comando apagado, tiveram que corrigir rota de volta mais de quatro vezes. Sem falar que, as estrelas estavam inacessíveis pela quantidade de destroços expelidos pela nave anteriormente. Tiveram que mirar no sol, a única estrela acessível.
Com a nave totalmente avariada, era impossível saber se eles realmente retornariam em segurança. Com a explosão, a blindagem poderia estar fraca, e eles poderiam sim morrer torrados pela atmosfera terrestre, ou simplesmente espatifarem-se na Terra.
Passar por todos esses problemas, com uma porcentagem mínima de volta, só faz pensar que esses caras merecem respeito. Não só os tripulantes, mas o pessoal que trabalhou aqui na Terra. Como disse Gene Kranz, este foi o maior triunfo da NASA.


“Farewell Aquarius, and we thank you!” – Frase do Lovell assim que ejetaram o Aquarius para entrar na Terra. Uma das únicas vezes que se pôde ouvir emoção na voz dele.

P.s 1: O Programa Apollo é o nome de uma série de missões espaciais, destinadas à lua, e as reações terrestres dentro e fora da órbita. Apollo é o nome da nave, que saía da terra com os poderosos foguetes Saturno V.
P.s 2: Apollo 13 fez um puta sucesso nos cinemas, e eu recomendo o filme é MUITO emocionante.
P.s 3: O que está na transcription é um pouquinho diferente do que foi eternizado. Na realidade, o que aconteceu foi que Jack disse: “I believe we’ve had a problem here!” e quando Houston pediu a repetição, Lovell respondeu: “Houston, we’ve had a problem. We had a MAIN B BUS UNDERVOLT” confirmando que eles tinham um problema aparentemente de voltagem, e que estavam muito encrencados.
P.s 4: Módulo de Comando é a cabina em que ficam os astronautas nas naves Apollo. O Módulo de Serviço é acoplado a esse Módulo de Comando, mas é dispensado ainda no espaço em todas as missões. O Módulo Lunar é a base que se estabelece na lua, e que é descartada também. A única peça que reentra a atmosfera terrestre é o Módulo de Comando. Na situação do Apollo 13, tiveram de usar o Módulo Lunar, até o último momento, o descartando apenas em minutos de entrar na Terra.

Ah, sofre-se tanto

Sofre-se tanto por amor, por ódio, por amizade e por tudo.
Apenas sofre-se!
Não acredito que seja a vontade de Deus, acredito que apenas sofre-se para poder ser feliz. Ou talvez, dar valor a esta tal felicidade. Afinal, o que seria do prazer sem a dor?


A felicidade é extrema, mas também relativa. Ninguém pode ser feliz em todos os segundos de sua vida. Existem segundos alegres, ardentes, tristes também. E são eles que constroem nossos castelos.
Eu, pelo menos, não me arrependo de nada.
Eu não estou em momentos tão alegres ultimamente, e também nem tão tristes. Acho que exaustivos. Sempre com mil coisas na cabeça, é difícil você ver que seus 20 já estão por vir, que seu aniversário ta aí, que o ano passou depressa, que você perdeu um familiar que amava muito, que você ainda não se formou…
Quando me deparo com isso, eu fico tipo... Humpf!
É correto afirmar que eu sou meio sombria, mas não que eu seja triste. Eu estou em constante mutação, afinal. Eu sou feliz muitas vezes, mesmo que não pareça…
Muitas pessoas ficam por aí reclamando da vida, do namoro que não deu certo, do emprego e de tudo… sei lá, acho que essa gente não encontra a felicidade porque não quer, ou porque esperam demais.
Sabendo-se que não se pode ser feliz em todos os momentos, o bacana seria ser feliz ao extremo nestes momentos destinados a felicidade.

Para de catar tristeza, véi, para de se fazer de vítima!

un café en Rosario

Havia passado toda a noite sem pregar o olho. Os ponteiros do relógio tinham pressa e a tormenta não cessava. Acendeu um pequeno, mas bonito, pedestal com seis velas colocado sobre a mesa e mirou o relógio.
08.25 am
Não assustou-se, mas ainda estava escuro e ele achou estranho.
Levantou-se e foi a uma das janelas. Contemplou o céu, que era cinza por conta da chuva. Pudera chegar a ver como as folhas das velhas e radiantes árvores caíam. Pensava nas folhas como pessoas, caíam sem mais, e se levavam pelo vento… quem sabe pra onde, ou eram esmagadas por alguém que caminhava.
Contemplou por um momento os paragüas negros dançando no compasso da chuva e algum que outro cachorro que passeava por ali. Dava um aspecto melancólico, porém real…
Voltou para a cama e pensou em sair. Foi um impulso, vestiu um casaco, um cachecol, boné e óculos escuros. Era a tentativa de não ser reconhecido que ele tinha meia certeza de que falharia. Abriu a porta. La estava Rosário, como nunca antes havia visto.
Começou a caminhar, se sentia só e se refugiou em seus próprios pensamentos. Parecia distante e nem ver o movimento ao redor. Parecia cansado, doente, talvez traumatizado. Algo em seus amendoados lindos olhos, dizia que seu deus interior estava caído.
Chegou a uma cafeteria, sentou-se em uma cadeira e pediu um café duplo. Quem lhe atendeu fora um homem mais velho, de barba por fazer, barriga avantajada e camisa alaranjada.
Era estranho se imaginar em um lugar como aquele. Justo ele que já fora chamado de pie de oro. Ele que foi o melhor de todos… poderia parecer uma conclusão escrota, mas ele gostava do café dali. Rosário parecia ter o melhor café de toda Argentina, quizá do mundo. E como ele estava ali, sem ao menos saber como chegara…
- ¿Yo no te conosco, chico? – O homem da cafeteria perguntou com o tom hostil de sempre. Argentinos quase nunca eram amáveis, ele era uma exceção.
- No… no señor.
- Suena familiar. Yo creo que te vi en el televisor. En el canal treze.
- No, no…
- ¿Como no? iCreo que era vos!
- Yo estoy… tengo que ir.
- iOye! Muchacho. iEs temprano!
- ¿Eres vos, no? El petiso de los campos.
- Estaré de vuelta…
Terminou e já havia pago, assim que decidiu regresar a casa. As músicas das ruas e docas era reggaetón mexicano, vez e outra cumba argentina, ou até sertanejo brasileiro. Seguia submergido em seus pensamentos, mas agora se sentia observado, sentía que alguém o acompanhava, mas não podia detectá-lo em lado algum.
Mas poderia ser demente. Assim era, e pensou mais uma vez que as ausências físicas jamais são capazes de impedir a recordação permanente. Chegou a sua casa e regressou a cama, mas desta vez não parecia só…
- iLeo! – Alguém chamava. – iLeo, despierta!
Abriu os olhos pausadamente para ver-se em outro lugar. Era o avião pousado e a equipe desembarcava. Só restavam uns três ali dentro, ele e seu companheiro espanhol.
- ¿Cuánto tiempo dormí?
- Dos horas… tal vez más.
- Estava teniendo um sueño extraño… - Arfou um pouco.
- ¿Estás bien, Leo?
- Sí, claro. Sólo me recordé de Rosario.
- Ah, si. Pero ahora estamos en Barcelona Leo, Barcelona.
O outro disse retirando-se do avião. Ele, ficou ali por alguns instantes. A volta para casa ficara apenas no sonho, e no coração.

nadie puede y nadie debe 
vivir, vivir sín amor...
                     Fito Páez ~



Dier'


É a base da sua vida, quer você queira, quer não.
Nunca deve ser confundido com religião, muito menos com atos humanos
Nunca deve ser confundido com humanos.
Deve ser equiparado com compaixão, amor, solidariedade, esperança.
Deve ser visto em casais de velhinhos, em balões, em crianças com pipas, em desabrochares de rosas, em algodão doce, em libertação.
Normalmente ele se encontra na porta de cada coração!


existe gente capaz de mudar tua vida mesmo sem te conhecer









Os sonhos estão mais perto do que imaginamos

Sim, de todos os sonhos que tive poucos foram reais.
Mas os mais importantes com certeza estiveram ao meu alcance. Tive belos sonhos sozinho e eles me fizeram realmente feliz. Eles ainda me fazem. E hoje eu me lembro que sempre que os realizei, nunca planejei...
Talvez a vida seja mesmo uma caixinha de surpresas e você nunca saiba o que vai ser. Ou talvez, tenha olhos diversificados para o que queremos e o que temos medo de fazer.
Eu agora não quero nada pela metade.
Quero palco e plateia, figurino e personagem, texto e intenção.
Mas querer não basta, é preciso ir pegar o que é seu. Para pegar precisa andar, dar os primeiros passos.
Já comecei a andar mais rápido, cansei da lentidão do tempo perdido, das palavras mortas nas bocas, dos não amigos. Minha sanidade dramaturga voltou e eu retomo aquilo que mais sei fazer: Sonhar!

haverá um dia em que você não haverá de ser feliz.
sem tirar o ar, sem se mexer, sem desejar como antes sempre quis.
você vai rir, sem perceber, felicidade é só questão de ser

...

melhor viver meu bem, pois há um lugar
em que o sol brilha pra você
chorar, sorrir também e depois dançar
na chuva quando a chuva vem...

Marcelo Jeneci ~

for one depressing


A luz bruxuleia por algum motivo criança, não queira segurar a coleira em rédeas vastas.
Sente-se um pouco, respire! Pare de arfar e ansiar por objetivos vazios.
No fim, a nefasta parece mais nobre do que a recata. 
Os infortúnios passados não lhe devem ser ignorados.
Ore! Queira ser ouvido, garoto! Existe vida pulsante em cada músculo seu, ore!
Se algum dia perceberes que a vida não é tão mundana assim, deixe de lado os pensamentos vãos e aproprie-se do poético. Venha para o meu lado, eu salvo sua vidinha miserável!

já dizia Bruce Lee...

"A vida é um processo fluente e em alguns lugares do caminho coisas desagradáveis ocorrerão. Podem deixar cicatrizes, mas a vida continua a fluir. É como a água fluente, que ao estagnar-se, torna-se podre; não pare! Continue bravamente, porque cada experiência nos ensina uma lição."

Lee me ensinou mais do que artes marciais, me ensinou a prática da paz e da esperança, me ensinou a nunca cruzar os braços mesmo que tudo pareça perdido. Obrigada, Lee ~

Mandela diz:



"Nosso medo mais profundo não é crer que somos inadequados. Nosso medo mais profundo é saber que somos poderosos além da conta. É nossa LUZ que nos assusta. Nos perguntamos: Quem sou eu para me sentir brilhante? Mas, na realidade, quem é você para não se sentir assim? Seu jogo de ser insignificante não serve ao mundo. Não tem nada de iluminação em fazer-se menor com a finalidade de outras pessoas não se sentirem inseguras ao seu redor. Todos podemos brilhar, tal como fazem as crianças. Todos nascemos para manifestar a Glória de Deus, que se encontra em nosso interior. Esta Glória não está dentro de uns, está dentro de todos nós. E, quando permitimos que nossa própria luz brilhe, inconscientemente damos oportunidade à outras pessoas para fazer o mesmo. Á medida que vamos liberando nossos medos, nossa presença libera os outros automaticamente."


♥ ~


Victor Hugo, poeta e romancista francês, escreveu um dia:

 “Tenha coragem para lidar com as grandes tristezas da vida.  E paciência para lidar com as pequenas.
E, depois de ter cumprido laboriosamente sua tarefa diária, vá dormir em paz.
Deus continua acordado.”

Pensemos nisso. Deus está sempre acordado, e velando por nós.
Creio que meus desejos foram realizados, pois agora estou muito mais serena. Finalmente Deus me deu atenção, e hoje sinto uma luz aqui. Estou mais tranquila e tão cheia de vida. Na verdade, acho que sempre estive cheia de vida, mas nem tão disposta como agora. Estou cheia de vida para dar!
Recordo agora que tudo se é para o bem, que as decisões de Deus são um ato de amor, que Ele é misericórdia, que toda a crise é um cambio e que o cambio sempre é necessário que o mundo é bonito.
O universo nos convida sempre a amarmos nós mesmos, também nos diz pra amarmos o próximo como a nós mesmos. E eu aprendi que talvez ame mais algumas pessoas do que a mim mesma... sim, seria difícil me imaginar confessando isso, mas eu sei...
Consegui entender que as separações são só um espaço um pouco mais amplo, porque sempre estaremos no coração de quem passa por nossas vidas e estes sempre estarão em nossas vidas. Sempre estarão em nosso coração...

Tio, você sempre vai estar no meu coração, eu vou lembrar de ti a cada dia em que eu estiver neste mundo, e eu quero que saiba, que se lembre que eu vou amá-lo para sempre, para sempre!
ou eu sofro da síndrome do Peter Pan,
ou eu realmente ainda sou criança
talvez, sempre serei...


in my spirit there's childood, passion, love
Ontem esfriou aqui! O outono chegando à Serra Gaúcha, mais tarde o inverno… é…
Mesmo nesse frio todo, é tão lindo. Lá no trabalho, o sol fraquinho batendo nos pinheiros altos, e o minuano soprando perto da gente. Melodia exclusiva dos pampas. Junto com o frio me peguei pensando... Eu ando tão solitária. Mas nem é de solidão concreta, falo de solidão de espírito. Eu trabalho com seis pessoas, passo 10 horas diárias com elas, tem sempre gente na minha casa, tem meu gato, mas… tenho me sentido sozinha mesmo no meio de tanta gente.
Então lembrei que um dia li em algum lugar uma frase muito intensa:

“Solidão não é estar sozinho, solidão é estar no meio de mil pessoas e sentir falta de apenas uma!”

Não lembro onde li, nem de quem é. Só sei que essa frase me deu um tapa na cara. Na realidade, eu nunca tinha entendido até o real momento. Existem coisas que a gente só entende quando passa pela situação. Nem sempre são experiências boas, mas sempre dá pra tirar algum proveito.
O sofrimento ensina muito a gente, eu aprendi isso. Aprendi que as dores e feridas acabam nos fortalecendo. Eu estou pronta pra outra. Já! Afinal, eu consegui tirar da solidão o que ela tem de melhor: Aprendizado! Aprendi muito sozinha, aprendi muito com meus pensamentos, com minhas conclusões. Aprendi sobre o que eu realmente deveria aprender. Eu!

Precisei, ainda preciso de um tempinho comigo. Pra cuidar de mim, me ninar, me embalar, me botar pra dormir. Preciso de um dengo que só eu posso me dar. Preciso de mim! E eu fui meio estupida achando que todo mundo estava errado... Não é bem assim não! Sinceramente, às vezes eu me acho mais fria do que a neve...
E assim sem procurar as coisas boas acontecem de repente…
Tá na hora de derreter esse coração de gelo, Nik!

no maten las rosas




los poderosos pueden matar una, dos o tres rosas, pero nunca podrán detener la primavera entera. [Ernesto Che Guevara]

en vérité


Viva cada momento de sua vida como se fosse o último. Aceite o outro sem preconceito. Ame o diferente. Não carregue rancores ou ideias pré-concebidas. Aceite as intempéries da vida. Plante sabedoria eterna. Viva aqui e agora com o amor dentro de si. Dê valor a sua família. Pense em Deus. Seja grato pelo próprio amor. Pelas vitórias e derrotas. Ele é o caminho... Segure-se na fé. Naquele que ama de forma verdadeira. Siga o rastro de luz e de vida. Viva cada sonho e um amor.
"você é jovem ainda, jovem ainda, jovem ainda
amanhã velho será
velho será, velho será
a menos que o coração, que o coração sustente
a juventude que nunca morrerá"

Hoje passou o episódio dessa musiquinha no SBT. Coisa boa quando assisto Chaves, parece que nada de ruim aconteceu, e que o mundo ainda é bonito. Existem coisas que fazem bem pra gente mesmo. No meu caso, escrever meus livros e fazer minhas coisinhas lindas (obras literárias, desenhos, etc), e ver o Chaves. Só que acho que nunca conheci alguém que não goste de Chaves, ou que não saiba que programa é. Isso porque é simplesmente uma coisa visionária demais para a época que foi criada. Chaves, mesmo depois de quarenta anos, continua encantando as crianças de hoje, que serão os adultos de amanhã e vão dizer: Olha filho, é o Chaves! Aposto que a criança vai gargalhar como meu sobrinho ri hoje.
É, Chaves é uma relíquia e faz um bem enorme a quem assiste....... mas agrada a quem olhar!

Poço dos desejos



Been gone a long time,
I kinda lost my way, 
can't fight it.
And i caught a short ride,
to the grave and back 
this season.
I can try to get by,
but everytime I start to panic.
I'm a little bit shy.
a bit strange, and a little bit manic

La da da da da da da da

I went to a wishing well, 
but sank to the ocean floor.
Cut on the sharp blue rocks,
and washed up along the shore.
I reached for a shooting star,
it burnt a hole through my hand.
Made it's way through my heart, a funny and a promised land.

Wishing Well, Blink 182 <<<3