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i'm killing myself from the inside out


  I wear black on the outside
Because black is how I feel on the inside

Estava ouvindo essa música. Ela realmente combina comigo. Em últimos tempos, ainda mais… não tenho conseguido sentir amor por ninguém. Eu até tinha tentado há um tempo, mas acho que não nasci pra isso. Ainda mais quando meus planos são logrados pela vida, e por outras pessoas, na realidade. Batalhei por uma coisa que não deu certo em últimos dias. E eu fiquei totalmente arrasada. De um jeito que eu não achei que ficaria. Não, não estou falando do meu livro. Ele continua firme, e acredito que seja a única coisa que me mantém viva ultimamente.
Minha mãe ontem me disse que eu não tenho coração. Acho que ela está certa, eu já cansei de simplesmente… sentir. Não estou dizendo que não gosto dela ou do meu pai. Gosto deles! Mas já cansei de sentir, já cansei, só.
Acho que são tons de cinza – nada a ver com aquele livro, ok? –, existe o preto, que seria algo concreto. Algo não só obscuro como vivo. O branco, este sim inexistente o bastante para ser morto. E o cinza, que seria um pouco dos dois… acredito que estou em um tom de cinza. E aceito isso!
Estou aqui ouvindo Smiths, escrevendo um pouco, querendo ter algum poder sobrenatural de mudar a vida de algumas pessoas, a morte de algumas delas, querendo reverter algumas situações. 
Tem sido bem difícil, só…

Verdade... mas o que é verdade?


Pilatos perguntou a Jesus: "Verdade… mas o que é verdade?"
Eu me faço esta pergunta constantemente. O que é verdade, o mundo em que vivemos, as pessoas que convivemos, as nossas verdades, afinal o que é verdade realmente?
Destino… coincidência… as coisas acontecem por acaso, nada é por acaso. Seria a verdade uma ocasião, um estado de espírito, uma forma que a raça humana inventou de recriar suas mentiras? Ou simplesmente nada é verdade? O mundo seria uma grande mentira? E nós, racinha inferior, pensamos que é verdade…
Acho às vezes, que já cumpri minha missão por aqui, outras vezes acho, que se for coerente com as minhas verdades, possa continuar! Mas continuar para quê, por quê?
Nesta longa estrada da vida, procuro verdades escondidas, mas não sei por onde começar. Só sei que no fim irei chegar. Essa é a única verdade inevitável!

N. Pereira no auge da irritação (sempre escrevo bem assim)

aprendi a ser indiferente, talvez

Chega a ser estranho como consigo me irritar em intervalos tão curtos de tempo… é sinistro o jeito como acontece. Em como estou bem, e de repente me vejo no inferno e nem consigo mais olhar minha própria cara no espelho!
Discrimino aqui uma crítica a mim mesma, a minha burrice e demência, mas isso deve ser da minha natureza. Sim, eu devo ser uma mula, uma anta, uma tola miserável. Ah, Guevara, queria eu ser como você. Porque desta vez, não fui eu que errei.
O pesadelo?
Ainda bem que eu acordei dele e agora vejo tudo de forma mais clara e menos úmida. Não estou preocupada com traição, my friend, mas sim com incertezas, e palavras não ditas, repetidas, oprimidas. Falo da insistência em me espezinhar, em mexer com quem amo, com o que creio, e com o que amo.
Falo ainda, da petulância de sentir-se ofendida. Lembre-se sempre de uma coisa: Nunca é bom me ter como inimiga, por isso quando revira minhas tripas, não espera que eu seja justa.
E eu fico aqui tentando, inutilmente, salvar a nossa vida. Que tolice a minha!

Às vezes eu ainda acho que não sei nada sobre mim, de verdade, comigo é tudo uma surpresa. Para as coisas boas e principalmente as ruins. Você não gosta quando eu fico remoendo minhas feridas, mas esquece que volta e meia é em mim que elas sangram. Não é justo que você queira que eu esqueça. Sendo que volta e meia cutuca as mesmas feridas e as faz sangrar outra vez.

Hoje, senti vontade em apenas te despejar tudo o que eu queria dizer e estou sentindo. Mas você me odiaria demais pela minha infeliz sinceridade. Então desisti e pisei em cima dos cascalhos de forma fria... Tudo bem!

Nada como agir uma vez na vida, com indiferença…

se tenier debout

Eu estou há anos confiando neles, como um deus confiaria, como um pai confiaria, mas ando estupefada. Ando tentando coçar meu nariz romano com voracidade, entretanto, os parasitas atacam-me com doçura. Comicha a falsidade entre o ambiente mórbido e sujo, e eu ainda confio. Sinto entre as minhas veias, uma raiva ímproba que eu há muito havia esquecido.
Mas eles continuam a falar!

Ando estupefada de ver a capacidade do ser humano em ser preconceituoso, maldoso e nojento. Der ver que tanta gente neste mundo, ainda acha que seu umbigo é maior. Existe gente passando fome, existe gente morrendo.
Eu estou pouco me fodendo se seu namoro não deu certo, se o carinha original te deu um fora, se a gatinha te mandou pastar! Eu estou pouco me fodendo se você se acha superior, e se a sua verdade é a verdade e mais ninguém importa! Estou me fodendo também para seu egoísmo, sim ele, você se corrói por suas próprias atitudes. Acha que pode repudiar o que quiser, mas não quer ser alvo de repúdio!
Cresça! Be happy! Se tenier debout!
Seja no Facebook, no Twitter, no Orkut o que você é na vida. Se mostre, não fique aí tentando causar impacto com palavrinhas bonitinhas que há uns meses não sabia o que significava. Não tente dizer e afirmar o quanto é culta, o quanto os outros dizem que você é culta, seja culta!
Tente articular o que quer passar, não seja incoerente consigo mesmo. Viva, e não tente fazer com que aplaudam sua morte. Ela é pouco demais, e um dia você vai aprender. Vai aprender que aquilo que a gente tenta e aparenta ser, não é o que somos de verdade. Vai aprender a aceitar isso!
Ou melhor, acho eu…
Sim, eu estou cansada! Cansada de gente insegura e cheia de mimimis, cansada de gente bobinha e infantil que acha que tudo se baseia em amorzinho e depressão. Há coisas maiores na vida! Como a família, da qual tem gente que diz odiar! E diz odiar até perder alguém, como eu sei que perdi e sofri, e chorei, mas reagi!
Ando cansada de gente que só sabe apontar os dedos, e esquecer que três voltam para si. De ver esta gente rindo e achando que tudo está bem, sob o seu controle. Você não tem controle de NADA!
Ando cansada ainda de mim, sim, por tentar por vezes ser o que não sou para agradar alguém. Por servir de tapete para alguém, por esse alguém sempre encontrar um jeito de me ferir!
Cansada de tantas pessoas pequenas, miúdas, pedantes. Cansada estou de dar chances e mais chances para tais pessoas, e ser sempre uma burra!

#prontofalei e o texto lá de cima é meu!

saudade...

A palavra mais doce que se pode haver na vida, mas também a mais amarga.

Sim, mais uma vez a depressão consegue me abater. Valeu depressão!
O problema agora parece insolúvel. Na verdade, parece maior do que todos os outros que eu já tive. Talvez porque dessa vez, não dependa só de mim.
Eu ando em um momento de nostalgia. Não, na verdade não é nostalgia. Eu sinto arrepios, mas não de prazer, sim de desgosto. Porque sei que algumas coisas nunca mais irão acontecer, algumas coisas jamais serão ditas, porque eu sei que eu jamais serei aquela menina de antigamente... Não é o sentimento fortalecedor de nostalgia, e sim saudade. Em sua forma mais cruel e traiçoeira que se possa imaginar.
Eu me lembro de cheiros, versos, músicas... Elas me fazem me lembrar de outras músicas, e de algumas pessoas. Das coisas que eu passei ao lado de algumas pessoas, das coisas boas que eu ouvi, e também das coisas ruins. É como se nada tivesse passado, como se as coisas ainda estivessem aqui, debaixo das minhas fuças.
Talvez eu seja mesmo cega, ou doida, por desejar algo que eu não posso ter e pior, por não desistir disso em momento algum. Mas para mim isso se chama perseverança. Eu nunca fui acostumada com ela, mas parece que nos damos muito bem!
Por mais que eu ainda acredite em coisas boas, que o fato de ter certeza de que as coisas mudam me conforte, por mais que eu ainda tenha esperança... A saudade me estraçalha. Em certos momentos eu choro, eu não tenho vergonha de dizer que eu choro por me lembrar das coisas, por me lembrar dele... Muitos vão dizer: ah, era só o seu Tio! Sim, era só meu tio, e SÓ isso foi suficiente para que eu me orgulhe por fazer parte da família dele.
Eu choro sempre que lembro dele, sempre que toco no nome dele, sempre que escuto sobre ele. Eu choro às vezes sem nem me tocar. E me seguro, mais do que posso! Eu segurei estas lágrimas por muito tempo! E essa ferida, não cicatriza, nem sei se vai cicatrizar. É como um buraco, se isso dá pra entender...
A saudade não é um sentimento bom, ponto final. Não quero mais sentir isso!
Dói! Dói muito...


Se você aí soubesse a raiva que eu sinto por simplesmente não ter convivido mais com ele nestes últimos anos. Olha, se eu pudesse, eu ficaria ao lado dele, só ali, sem fazer nada... Eu achei que eu saberia, mas definitivamente não sei lidar com a morte. Se você aí soubesse a tristeza que me dá só de lembrar dele, saudade é pouco, a dor é imensa e irremediável. Se você aí soubesse o quanto machuca perder alguém da sua família.
Por isso, meu caro, minha cara... Dê valor a seus entes queridos: Seu pai, sua mãe, seu tio, sua vó... É terrível ver um deles partir. Partir para longe, para sabe-se lá onde...
Dói! Dói muito...

So why?


Em pouco tempo fará um mês que perdi meu tio, meu grande tio. Vítima de um câncer descoberto há dois anos. E eu ainda não me conformo!
Sei que todo mundo passa por isso, e que a vida continua e tudo mais, mas eu não consigo me acostumar com isso. Não, eu não aceito que uma pessoa sofra assim, não aceito! Se a vida é injusta, Deus é injusto? Eu confio em Deus, e agradeço muito pelas coisas boas que já me aconteceram, mas por quê? Só isso que eu queria saber.
Eu não consigo entender coisas assim. Não consigo levantar... É algo que me mata e me machuca toda vez que eu penso. Por que justo o milagre que eu pedi não foi atendido? Por quê? Eu ainda não entendo os planos de Deus. Eu posso estar sendo egoísta por querer meu tio de volta, mas eu estou sendo sobretudo humana. Quantas vezes eu pedi pra trocar de lugar com ele. Eu não aguentaria? Não sei, não sei de mais nada... Eu só não compreendo.
Não sinto uma saudade boa agora, e nem sei se um dia eu me recupero disso. Eu só consigo sentir dor, muita, muita. Como se meu coração estivesse rachado. É normal? Não consigo ver normalidade nisso, não sei onde está o mundo bom. Não é bom! Nunca será a mesma coisa sem meu tio.
Eu só peço a Deus que me mande um sinal, porque... Eu realmente não sei o que fazer. Que me ajude a entender essas coisas da vida. Por que se for mesmo para as coisas um dia acabarem, eu prefiro que acabe agora!